Empresa de Elon Musk é processada por acidente fatal em Tesla

Da Redação
10 de janeiro de 2019 - 12h00
Acidente envolvendo um Sedan de 2014 Tesla Model S, em maio do ano passado, poderia ter sido causado em razão de um defeito na bateria do veículo

A Tesla, fabricante de carros elétricos liderada por Elon Musk, se surpreendeu nesta semana com um processo aberto contra a empresa. Dois jovens de 18 anos da Flórida, nos Estados Unidos, se envolveram em um acidente com um dos carros da companhia, o Sedan de 2014 Tesla Model S, em maio do ano passado, que poderia ter sido causado em razão de um defeito na bateria do veículo. À época, Edgar Monserratt Martinez e Barrett Riley morreram queimados depois que o motorista perdeu o controle do carro a cerca de 186 km/h.

O escritório de advocacia de Chicago, Corboy & Demetrio, fez uma parceria com os escritórios de advocacia Schlesinger em Fort Lauderdale para litigar o caso. A ação busca danos monetários por negligência e exige um julgamento por júri.

“A bateria do Tesla S era propensa a incêndios muito fortes, impossíveis de apagar rapidamente”, afirmou Philip Corboy Jr, um dos sócios do escritório, em comunicado. Ainda segundo o escritório, a família de Riley instalou um dispositivo para evitar que o carro excedesse a 136 km/h. Mas, de acordo com os advogados, ele teria sido removido em outra oficina da Tesla sem permissão. O escritório argumentou que se o dispositivo “não tivesse sido removido, Riley não teria acelerando o veículo e não teria perdido o controle”.

Segundo informações de sites norte-americanos e de autoridades locais, o motorista Riley perdeu o controle do carro quando tentava ultrapassar outro veículo. O automóvel subiu na calçada e se chocou contra um muro, antes de pegar fogo.

À imprensa internacional, um porta-voz da Tesla lamentou o ocorrido. “Nossos pensamentos continuam a ser com as famílias afetadas por esta tragédia. Infelizmente, nenhum carro poderia ter resistido a um acidente de alta velocidade deste tipo."