Roteadores no Brasil são usados, novamente, para minerar criptomoedas

Da Redação
05 de dezembro de 2018 - 14h00
Roteadores afetados são da fabricante MikroTik. Mais de 415 mil dispositivos estão vulneráveis

Talvez seja a hora de você dar mais atenção à segurança do seu roteador. Isso porque cibercriminosos continuam em suas missões de infectar roteadores com malware para roubar o poder computacional dos mesmos para minerar criptomoedas secretamente. 

Em agosto deste ano, especialistas em segurança descobriram que mais de 200 mil roteadores da fabricante MikroTik - a maioria localizada no Brasil - haviam sido sequestrados para minerar as moedas. Agora, descobriu-se que o número de roteadores infectados mais que dobrou. Segundo informações do site The Next Web, mais de 415 mil roteadores mundo afora estão comprometidos e, novamente, o Brasil é o país mais afetado. 

De acordo com a reportagem, hackers têm usado diferentes software de mineração, entre eles CoinHive, Omine e Coinlmp para minerar a criptomoeda Monero. Vale lembrar que se, em agosto, pesquisadores identificaram cerca de 200 mil roteadores afetados, em setembro o número subiu para 280 mil - confirmando o consistente crescimento do uso da prática para obter vantagens financeiras. 

Mas e aí, o que você deve fazer caso tenha em casa ou em sua empresa um roteador da MikroTik? A boa notícia é que para se prevenir ou reparar os dispositivos afetados, você pode baixar imediatamente a última versão do firmware disponível para o seu roteador. Para fazer isto, acesse o site da MikroTik. Ao mesmo tempo, cabe também às Provedoras de Serviço Internet (ISPs, na sigla em inglês) reforçar a segurança ao fornecer atualizações a seus roteadores.