Estúdios de games mais do que dobram no Brasil entre 2013 e 2018

Da Redação
04/07/2018 - 10h00
Novo censo publicado pelo Ministério da Cultura também mostra que mulheres ganharam espaço nos últimos anos, mas ainda são minoria na área.

O mercado de games cresceu no Brasil nos últimos cinco anos, segundo pesquisa recente feita pela empresa Homo Ludens e apresentada pelo Ministério da Cultura (MinC) na última semana.

Apresentado durante a edição de 2018 do Brazil's Independent Games Festival (BIG Festival), em São Paulo, o 2º Censo da Indústria Brasileira de Jogos Digitais entrevistou 375 empresas desenvolvedoras de games, 85 empresas de apoio e 235 profissionais autônomos entre os dias 3 de maio e 13 de junho deste ano. 

Estúdios crescem

Um dos fatores que mostra esse crescimento é o aumento significativo no número de estúdios de desenvolvimento de games no Brasil, que passou de 142 para 375 entre 2013 (ano do primeiro censo) e 2018. 

A região Norte foi a que mais cresceu, passando de 2 para 10 estúdios no período. Já o Sudeste ampliou de 77 para 196 o número de empresas do segmento. Por fim, as regiões Nordeste, Centro-Oeste e Sul passaram de 20 para 61, de 8 para 31 e de 35 para 77 estúdios, respectivamente. 

Diversidade

Vale destacar ainda que o número de mulheres na indústria triplicou nesses anos – hoje elas representam 20,7% dos funcionários dos estúdios. Por outro lado, dos 2.731 trabalhadores da indústria, apenas 273 são negros, 24, indígenas e 12, pessoas trans.

Números de jogos

A pesquisa também aponta que nos últimos dois anos foram produzidos 1.718 games no Brasil, sendo 874 jogos educativos e 785 voltados ao entretenimento. 

A maior parte dos games (43%) foram desenvolvidos para dispositivos móveis, como smartphones, seguidos por computadores, com 24%. Atrás temos os títulos para para plataformas de Realidade Virtual e Realidade Aumentada (10%) e para consoles (5%).

Finanças

Além disso, o novo levantamento também traz informações sobre o faturamento das empresas nacionais de games em 2017. A maior parte delas (71,2%) faturam até 81 mil reais - e apenas 0,3% têm receitas acima de 100 milhões de reais ao ano. 

Quase metade (46%) dos estúdios brasileiros não têm qualquer relação comercial com outros países para exportar os seus produtos. Por outro lado, 29,6% das empresas declararam que possuem clientes no exterior. A venda de jogos simboliza 34,6% do lucro dos estúdios, enquanto que as chamadas vendas dentro dos jogos respondem por 17,5% da renda obtida.

Em comunicado, o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, afirmou que o censo ajudará o governo a desenvolver políticas públicas para o setor de games no Brasil. “Isso nos permitirá desenvolver políticas de fomento e apoio voltadas para as necessidades deste setor, que tem um imenso potencial de crescimento.”

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