Startup quer curar lesão nas costas de Marcelo com colchão embalado a vácuo

Da Redação
28 de junho de 2018 - 17h51
Empresa brasileira Zissou, especializada em sono, informou que enviará ao camisa 12 da seleção um de seus colchões alimentado com 'tecnologia americana'

A startup brasileira especializada em sono Zissou viu na recente lesão do jogador da seleção brasileira, Marcelo, uma oportunidade para lembrar da tecnologia de seu colchão "bed in box". O lateral-esquerdo teve um espasmo na coluna logo no início da partida contra a Sérvia, nessa quarta-feira (27), e deixou o campo mancando. O médico da seleção, Rodrigo Lasmar, que atendeu o atleta, chegou a dizer que o colchão do hotel, onde a seleção está hospedada, pode ter prejudicado o camisa 12. 

Em comunicado à imprensa enviado nesta quinta-feira (28), a startup Zissou informou que encaminhará um colchão seu para o jogador. Segundo a empresa, trata-se de um "produto específico para reparar sua condição física". 

O colchão recorre a uma tecnologia americana e é embalado a vácuo, prensado com uma chapa de 60 toneladas. Depois, é submetido a uma máquina, que o enrola para caber em uma caixa compacta. Isso permite seu transporte com facilidade, reduzindo custos logísticos. Graças à sua composição, este processo preserva o produto, que retorna ao seu tamanho normal em duas horas após a abertura, explica a startup que diz que seu colchão já está presente em redes hoteleiras de luxo no Brasil. 

Para chegar até o atleta, o engenheiro de produtos da Zissou levará o colchão com o grupo "Segue o Hexa", formado por nove brasileiros que estão seguindo o Brasil na Rússia por meio de um motorhome. O embarque acontece ainda hoje, disse a Zissou.

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Fundada em 2016, a  startup Zissou importou o conceito de seu colchão dos Estados Unidos e foi criada por três amigos: Amit Eisler, Andreas Burmeister e Ilan Vasserman. A empresa diz apostar no "mercado do sono" tendo em vista o impacto na saúde e bem-estar da população. 

Pesquisa realizada pela própria startup indicou que 90% dos entrevistados não souberam dizer a marca e composição de seus colchões, além de não recordarem onde adquiriam seus produtos.

"Cada indivíduo passa 1/3 da vida num colchão, e mesmo assim não se recorda de características deste bem tão importante. Fizemos workshops e pesquisas para entendermos a relação das pessoas com o sono, e pudemos perceber que, no geral, as pessoas têm menos consciência do impacto que o sono causa na saúde e no bem-estar", reflete Burmeister.

Marcelo deve receber o presente inusitado até domingo, dia 1º. Segundo o médico Lasmar, o jogador não teve nenhuma lesão na região da coluna e que deve voltar a campo tão logo esteja sem maiores dores.