Criadores de moeda digital criticam proibição de anúncios por Google e Facebook

Da Redação
19 de março de 2018 - 13h11
Gigantes de tecnologia baniram propagandas em suas plataformas; Para fundadores da Dynasty, empresas não veem potencial seguro das criptomoedas

Toda inovação tecnológica passa por processos de questionamentos. O posicionamento é dos criadores da Dynasty, moeda digital desenvolvida por brasileiros com lastro no mercado imobiliário, para mostrar descontentamento com decisão recente de Google e Facebook.

As gigantes proibiram propagandas sobre criptomoedas e ICOs (Initial Coin Offer, em inglês), alegando que tais práticas são prejudiciais ou intrusivas. O Facebook alegou também que a maioria dos anúncios ligados à oferta de moedas digitais se trata de esquemas fraudulentos.

Para os especialistas da Dynasty, a atitude das empresas é um mero ato de insegurança.

"Chega a ser contraditório que empresas vindas da computação, como o Facebook e o Google, se posicionem contra as criptomoedas", dispara Eduardo Carvalho, um dos fundadores da Dynasty. "Toda nova tecnologia passa por períodos de questionamentos. Será que na época em que essas companhias iniciaram atividades outros não falaram que buscas na internet e redes sociais eram questões perigosas à sociedade?".

Já Fabio Asdurian, cocriador da moeda digital imobiliária, comenta que a questão não se resolve com proibições. Para ele, as criptomoedas surgiram em um movimento de incertezas, e não é a toa que qualquer ação internacional afeta consideravelmente os índices da BitCoin, a primeira do setor.

"Mas assim como existem pessoas utilizando esta tecnologia em motivos ilícitos, existem organizações lutando por regularização e segurança. Nós mesmos estamos aguardando certificações suíças para iniciarmos as atividades. Tanto o Facebook quanto o Google são as principais empresas tecnológicas do mundo. Em vez de bloquearem as criptomoedas, elas não conseguiriam desenvolver mecanismos que filtrem o que é bom e o que é ruim neste cenário?", indaga.