Lenovo faz acordo e pagará US$3,5 milhões pelo escândalo Superfish

Da Redação
06 de setembro de 2017 - 15h18
Fabricante asiática fechou acordo com procuradores dos EUA por instalar bloatware que deixava PCs de usuários sob risco de ataques.

Mais de dois anos depois do escândalo Superfish, a Lenovo concordou em pagar cerca de 3,5 milhões de dólares por ter instalado o controverso programa de adware em seus laptops entre setembro de 2014 e janeiro de 2015.

O acordo foi anunciado nesta quarta-feira, 6/9, por um grupo de 32 procuradores-gerais dos EUA que atuavam no caso do Superfish, um bloatware feito para inserir anúncios pop-up de produtos em resultados de buscas e que deixou milhões de PCs da fabricante vulneráveis a ataques por conta da maneira como lidava com certificados de segurança.

“Nenhum consumidor deveria ter de se preocupar que um problema de software o deixará vulnerável a hackers”, afirmou o procurador-geral de Nova York, Eric Schneiderman. “Esse acordo vai reformar as políticas e procedimentos da Lenovo para evitar que problemas como esse ocorram no futuro.”

Vale notar que alguns dias atrás a Lenovo fechou um outro acordo sobre o caso nos EUA, com a Comissão Federal de Comércio (FTC), se comprometendo a avisar de maneira clara aos seus usuários sobre qualquer software pré-instalado, além de pedir o consentimento dos mesmos para a utilização desses programas.

Relembre o caso

Pouco após o caso Superfish vir `a tona, em fevereiro de 2015, a Lenovo assumiu o erro e pediu desculpas pelo problema. “Pensando agora, sentimos fortemente que cometemos um erro significativo aqui, ou deixamos algo passar. Nós temos procedimentos...em que fizemos as perguntas corretas, mas claramente não fizemos um trabalho completo nisso. E vamos fazer uma investigação bem profunda no que fazemos para tornar isso melhor. Queremos fazer isso melhorar, e permitir aos nossos usuários ter voz no que precisamos fazer...e como nos certificamos de não repetir isso nunca mais”, afirmou o então CTO da empresa, Peter Hortensius.