Windows 10 terá configurações de privacidade mais simples (e limitadas)

PC World / EUA
11 de janeiro de 2017 - 11h16
A partir do Creators Update, empresa deixará de oferecer uma opção de configuração intermediária, limitando usuário a escolher entre uma mínima e uma total.

A Microsoft afirmou nesta terça-feira, 10/1, que planeja simplificar as opções de privacidade no ainda inédito Creators Update, apesar de que algumas pessoas poderão ver isso como uma limitação das escolhas dos usuários.

A empresa de Redmond planeja renovar a maneira como a privacidade é gerenciada na próxima atualização do Windows 10, tanto na configuração inicial como na quantidade de dados coletados nos diagnósticos diários. Essa quantidade de dados na verdade vai diminuir, caso um usuário escolha isso. Mas a Microsoft também eliminou uma opção intermediária, obrigando o usuário a escolher entre fornecer acesso mínimo ou completo ao seu PC para a Microsoft.

Caso isso pareça um pouco confuso, a Microsoft também lançou uma página dedicada na web para explicar quais os dados que coleta, e como apagar esses dados do serviço da Microsoft. A nova dashboard de privacidade está disponível online e pode ser acessada caso você esteja conectado com a sua conta Microsoft.

Por que isso importa

A maioria das pessoas não sabem realmente quais dados são coletados pelos aparelhos que elas usam - apesar de raramente buscarem essas informações. O Google oferece uma página bem organizada sobre os dados coletados, incluindo uma seção com Controles de Atividade que oferece controles de privacidade parecidos aos que estão sendo lançados pela Microsoft.

A Apple, por outro lado, faz um trabalho abaixo das rivais, basicamente jogando um monte de “juridiquês” para o usuário.

Na maioria dos casos, os serviços gratuitos costumam ser pagos pelos seus dados particulares. O Google e agora a Microsoft estão tornando essa equação um pouco mais transparente.