Vendas de PCs caem 36% e Brasil registra o pior resultado em 10 anos

Da Redação
09/03/2016 - 13h37
Foram vendidas 6,6 milhões de unidades durante todo o ano. Volume próximo ao registrado em 2005

Que 2015 não foi um bom ano para o mercado brasileiro de computadores, todo mundo já sabe. Mas o tombo foi mais expressivo do que o imaginado. Segundo dados do estudo IDC Brazil PCs Tracker Q4, realizado pela IDC Brasil, 6,6 milhões de computadores foram vendidos  de janeiro a dezembro do ano passado,  o que representa uma queda de 36% na comparação com 2014.

Desde total, 2,6 milhões foram desktops (queda de 36%) e 4 milhões foram notebooks (também queda de 36%), sendo 32% comercializados para o mercado corporativo e 68% para o consumidor final.

“2015 foi o pior ano desde 2005, quando o país vendeu praticamente a mesma quantidade de máquinas", afirma Pedro Hagge, analista de pesquisa da IDC Brasil, para quem as altas frequentes do dólar e das taxas de desemprego, além do conturbado momento político-econômico refletiram diretamente na decisão de compra dos consumidores”.

A receita também caiu, embora menos (13%). “Em 2014, um computador custava, em média, R$ 1694. No ano passado, este valor foi para R$ 2323, ou seja, o tíquete médio cresceu 37%”, diz o analista da IDC Brasil. 

Segundo Hagge, o consumidor brasileiro está mais exigente e prefere equipamentos mais robustos, e os fabricantes, por sua vez, não conseguem oferecer máquinas mais potentes por preços mais baixos.

Último trimestre foi muito ruim
Ainda segundo o estudo da IDC Brasil, entre os meses de outubro e dezembro de 2015 foram vendidos 1,4 milhão de computadores no país, sendo 531 mil desktops (queda de 45% na comparação com 2014) e 847 mil notebooks (queda de 50% na comparação com 2014). Deste total, 65% foram destinados aos consumidores finais e 35% ao mercado corporativo. 

Previsão para 2016
A tendência, segundo a IDC Brasil, é que a retração no mercado de PCs se repita em 2016. “Esperamos uma queda de 18% em unidades e um crescimento de 20% no tíquete médio. Com o fim da Lei do Bem, os preços dos computadores devem ficar, no mínimo, 10% mais altos na comparação com o ano passado”, adianta Hagge.