Especial: veja 9 obstáculos que ainda limitam a adoção do Windows 10

PC World / EUA
08/02/2016 - 10h00
Não há dúvidas de que sistema operacional representa o futuro aos usuários de PCs. Mas, seria ingênuo pensar que é uma solução perfeita.

Pouco mais de seis meses se passaram desde o lançamento do Windows 10. Nesse intervalo, mais de 200 milhões de pessoas já adotaram o sistema operacional da Microsoft. Não há dúvidas de que ele representa o futuro aos usuários de PCs. Mas, seria ingênuo pensar que trata-se de uma solução perfeita.

Assim, a seguir, listamos nove pontos que poderiam ser melhorados pelos executivos e estrategistas da empresa fundada por Bill Gates para acelerar ainda mais a entrada do produto no mercado. 

1. Contar quais mudanças são feitas. Durante anos, foi possível confiar no Microsoft Knowledge Base para acessar descrições do que mudou na plataforma. Com o advento do Windows 10, o fluxo de informação sobre esses processos de transformação no sistema passou de algo completo para um contexto que pode ser classificado como “inexistente”.

2. Oferecer a possibilidade de bloquear “patches” específicos. Até agora, tivemos sorte. Afinal, mesmo forçando updates, foram poucos os casos de falhas nas instalações ou efeitos estranhos (como perdas de aplicativos ou documentos) reportados pelos usuários. Porém, isso pode ser algo mais comum a partir que o sistema operacional ganha escala e precisará de correções mais constantes. Seria, assim, agradável oferecer um controle maior aos usuários desses processos.

3. Separar atualizações de segurança das demais. Desde o nascimento do Windows Update, há duas décadas, os usuários tiveram a opção de aceitar ou não atualizações opcionais, que não causem um impacto tão grande no desempenho da plataforma, de maneira geral. A versão mais recente do sistema não traz uma distinção clara das atualizações necessárias (de segurança) das gerais.

4. Mostrar como o Windows Update Business realmente funciona. Apesar de alguns esforços da fabricante ao tentar explicar como o mecanismo de fato atua, não há clareza com relação a diversos pontos. Essa questão, reportam algumas notícias e analistas, tem trazido certa dor de cabeça aos administradores de sistemas de empresas ao redor do mundo.

5. Disponibilizar um “interruptor” de privacidade que funcione. Usuários de Windows deveria estar um pouco preocupados com algumas questões referentes a seus dados. Claro, não que a abordagem da Microsoft seja muito diferente da postura adotada por Google ou Facebok. Mas, pensamos que a companhia deveria manter padrões mais elevados. Aqui alguns pontos que a empresa deveria considerar:

a) Contar os usuários o que está armazenando em seus bancos de dados

b) Dar aos usuários um jeito fácil, no Windows, de desligar o processo de coleta de dados

c) Fornecer uma maneira simples para que se examine os dados que coletou e apagar os que vão além da necessidade.

6. Consertar o Surface Pro 4 e o Surface Book. O dispositivo construído propriamente para o sistema operacional revelou-se uma ferramenta bastante interessante, fazendo muitos usuários esquecerem os anos que o software da Microsoft não funcionava lá tão integrado ao hardware produzido por terceiros. Porém, a máquina precisa de alguns ajustes (bem como ser disponibilizada em outros mercados!).

7. Arrumar o OneDrive. Até o Windows 8, o OneDrive era um sistema de armazenamento online bastante útil. Apesar de eventuais deficiências, ao menos operava de maneira bem integrada ao sistema operacional. Agora, essa conexão ainda necessita alguns ajustes fundamentais.

8. Parar de pressionar. A fabricante adotou uma postura agressiva para levar a nova versão do sistema operacional ao maior número de computadores possível. Isso, em alguns momentos, acaba por sendo um tanto inconveniente.

9. Dar alguns detalhes sobre o futuro próximo do Windows 10. Não, não há necessidade de dar detalhes estratégicos. Porém, temas relativos a alguns pontos de evolução do sistema operacional não cairiam nada mal, especialmente para que usuários corporativos possam preparar para realizar movimentos importantes.