Especial: relembre 7 tecnologias que morreram em 2015

PC World / EUA
08 de janeiro de 2016 - 16h21
Lista inclui tecnologias, apps e produtos que chegaram ao fim no último ano, como Windows RT, iPhone 5C, Secret e Internet Explorer.

Para cada triunfo de tecnologia em 2015, também tivemos um fracasso. Uma tecnologia que perdeu para a concorrência ou uma empresa cujos melhores produtos não conseguiam alcançar o ritmo atual.

Por isso, selecionamos 7 tecnologias, incluindo apps e produtos, que morreram no último. Vale notar que definimos como “morta” uma tecnologia que deixou de ser produzida ou chegou ao fim do seu ciclo de vida – renomeações e evoluções, como o Google Glass, não entraram na lista.

Sidecar (2012-2015)

O serviço de caronas e entregas fechou suas portas em 31 de dezembro de 2015. Apesar de tentar se diferenciar ao adicionar novos recursos, a empresa não conseguiu competir com rivais como Uber e Lyft. 

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Windows RT (2012-2015)

Como se o Windows 8 não fosse desastre o bastante, o RT conseguiu ser ainda pior. Essa versão “lite” do Windows 8 foi criada para tablets mais baratos e com menos capacidade que não conseguiam rodar a versão completa do sistema. No entanto, esses aparelhos foram imediatamente alvos de reclamações por problemas de desempenho, falta de programas e bugs de compatibilidade. O desenvolvimento do sistema foi encerrado em 2013 e quando o Surface 2 foi descontinuado em fevereiro de 2015, o Windows RT deu seu último suspiro. O suporte completo do RT será encerrado daqui dois anos, em janeiro de 2018.

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Baterias substituíveis (1954-2015)

Desde sempre, os usuários reclamam sobre a duração de bateria dos seus gadgets. Uma boa notícia, no entanto, era que você podia colocar uma bateria nova quando precisasse. A Apple liderou essa abordagem de aparelhos lacrados com baterias que não podiam ser removidas, tanto no MacBook Air quanto no iPhone, e nunca mais olhou para trás. No começo, óbvio, muita gente reclamou, mas o cenário se acalmou com o tempo. Hoje, a prática de produtos selados sem baterias recarregáveis já é quase padrão, sendo que até os aparelhos Samsung Galaxy Note deixaram isso de lado. Hoje, o LG G4 (foto abaixo) é o único smartphone mais conhecido que continua com baterias removíveis. Dessa forma, a tecnologia morreu, com exceção de algum mercado de nicho ou produtos corporativos.

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Internet Explorer (1995-2015)

Criado em 1995 para concorrer com o Netscape (!), o IE chegou a ter mais de 90% do mercado e, mais recentemente, em 2009, ainda tinha uma fatia acima de 60% do segmento de navegadores. Mas a chegada do Windows 10 em julho de 2015 significou o fim oficial do browser mais odiado da história já que a Microsoft criou um novo navegador do zero, o Edge, para ser a opção padrão do seu novo sistema.

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iPhone 5c (2013-2015)

Muitos gadgets morrem sem nem serem percebidos, mas o fim do iPhone 5C merece uma consideração especial pelo que representa: um fracasso raro da Apple, e o abandono de um mercado que a empresa decidiu que não podia competir. Feliz com seu domínio no segmento de luxo de aparelhos móveis, a Apple tentou atacar os smartphones intermediários com o iPhone 5C, o que não deu muito certo. Críticos apontam os preços não tão acessíveis, assim como a escolha por um case de plástico, como principais motivos para o fracasso.

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Windows Media Center (2002-2015)

Há algum tempo, o pensamento era de que o PC serviria como o hub de entretenimento na casa dos usuários. O Windows Media Center era a personificação dessa ideia, lançado em uma edição do Windows XP. O único problema era que ninguém queria assistir TV na mesa do PC. Em 2009, a Microsoft encerrou o desenvolvimento do Media Center e, mais recentemente, com o lançamento do Windows 10 (e o streaming cada vez mais dominante), matou formalmente o programa.

Secret (2014-2015)

Um app minimalista criado para facilitar a comunicação anônima: o que poderia dar errado? O aplicativo levantou 35 milhões de dólares e conseguiu cerca de 15 milhões de usuários que tomaram a plataforma com discussões, palavrões e fofocas sem filtro. Uma onda de críticas se seguiu e, em abril de 2015, o Secret anunciou que estava fechando suas portas, apenas 15 meses após o lançamento.

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