CES 2016 terá medidas de segurança rígidas contra risco de terrorismo

Da Redação
18/12/2015 - 00h59
Por conta dos recentes ataques terroristas, o Consumer Electronics Show (CES) anunciou que vai adotar checagem obrigatória de mochilas na entrada

Considerado hoje o maior evento de eletrônica digital e de consumo do mundo, a Consumer Electronics Show (CES), que acontece em Las Vegas entre 6 e 9 de janeiro de 2016, poderá tornar-se também a maior dor de cabeça do ano para os frequentadores.

Por conta dos recentes ataques terroristas no mundo, a Consumer Technology Association (CTA), responsável por organizar o evento, anunciou nesta quinta-feira (17/12) que vai adotar medidas de segurança sem precedentes, dentro e fora dos locais de exibição.

As medidas incluem policiais com roupas táticas e cães farejadores de bombas disputando espaço nos corredores do evento com drones, gadgets e participantes munidos de paus de selfie.

Mas o maior problema para quem vai ao evento será a revista obrigatória de mochilas, malas e pastas e a passagem por sistemas detetores de metal e revista corporal para pessoas. Na hora de fazer as malas, um alerta importante: só é possível entrar com bagagem de tamanhos e estilos restritos.

Segundo a CTA, malas com rodinhas de qualquer tipo estão banidas da área de exposição, incluindo aquelas mochilas de notebook com rodinhas. Os participantes só terão direito a entrar no evento portando duas bagagens, nenhuma delas maior que 31 cm x 43 cm x 15 cm. 

A CTA afirma que as medidas não visam uma ameaça específica e sim a ampliação geral da segurança. "Mesmo sabendo que não há ameaças ao CES, permanecemos vigilantes. Estamos em comunicação com o Departamento de Segurança Doméstica (Department of Homeland Security), com o FBI e com a polícia local enquanto tomamos as medidas de segurança para os locais do CES 2016", disse o presidente do CTA, Gary Shapiro. "Queremos um CES seguro. A segurança dos nossos visitantes é nossa principal prioridade."

O público visitante do CES anualmente chega a 200 mil pessoas e a entrada no evento já era complicada sem as novas medidas de segurança. É sabido que leva-se pelo menos uma hora para conseguir um táxi para voltar para o hotel no final do dia, por exemplo. Para circular pelas áreas de exposição e conferência normalmente a única coisa a apresentar é o crachá. Os detectores de metal e a revista pessoal certamente vão testar a paciência dos frequentadores. 

* Com informações de Gordon Mah Ung, PC World (US)