Preço do serviço de TV por assinatura continua abaixo da média mundial

Da Redação
30/07/2014 - 13h08
Pesquisa da Fipe posiciona o país na 30ª colocação no ranking decrescente dos 49 mercados analisados, com mensalidade média de US$ 22,34

Pelo terceiro ano consecutivo, o preço médio do pacote básico de TV paga no Brasil está abaixo da média mundial, segundo estudo realizado anualmente pela Fipe comparando o valor da mensalidade do pacote básico em 49 países, responsáveis por mais de 75% do PIB mundial.

O país está na 30ª colocação no ranking decrescente dos 49 mercados, com uma mensalidade média de US$ 22,34, enquanto o valor médio global é de US$ 26,88. Em 2013, o Brasil ficou na 27ª colocação, com uma mensalidade de US$ 23,25.

O instituto utiliza o Índice Big Mac (BMI), publicado pela revista The Economist, que avalia o poder de compra de diversas moedas de acordo com o custo do mesmo lanche em cada país.

Segundo a Fipe, as flutuações observadas de um ano para outro podem ser explicadas por uma série de fatores, como: mudanças no preço dos pacotes expressos nas moedas locais dos países; alteração no poder de compra da moeda local, capturado pelo Índice Big Mac (BMI); modificação nas características dos pacotes, com a exclusão ou o acréscimo de canais e desvalorização do Real entre 2012 e 2013.

“O preço da televisão por assinatura no Brasil está alinhado à realidade internacional, mesmo sendo este um setor não sujeito à regulação tarifária”, avalia Oscar Simões, presidente da Associação Brasileira de TV por Assinatura (ABTA).

A receita bruta das operadoras de TV por assinatura, incluindo mensalidade, banda larga e publicidade, chegou a R$ 7,5 bilhões no primeiro trimestre do ano, um aumento de 15,4% ante o mesmo período do ano passado.

Em 2014, o setor deve registrar crescimento na casa de dois dígitos, pelo oitavo ano consecutivo. Mas abaixo da média histórica. Entre 2006 e 2013, o número de assinantes avançou em média 17% ao ano. Entre maio de 2013 e maio de 2014, a expansão da base de clientes da TV paga foi de 10,8%. Para 2014, o índice previsto é de 10%, superando a casa dos 20 milhões de assinantes. O país fechou o mês de maio com 18,8 milhões de assinantes de canais de televisão paga.

Atualmente, 62% recebem os serviços por satélite (DTH) e 38% via cabo. Já o faturamento do setor, incluindo mensalidades pelos pacotes de TV, banda larga, telefonia, publicidade e outros serviços, aumentou 15,4% no 1° trimestre de 2014, em relação ao mesmo período do ano passado. Em 2013, a receita total deste mercado foi de R$ 27,9 bilhões. Na última década, desde 2003, a evolução anual do faturamento foi de 22,8%.

Banda larga
O número de assinantes de serviços de internet banda larga via cabo subiu 12,7% no primeiro trimestre de 2014, em comparação com igual período do ano anterior. Em março, este serviço contava com 6,9 milhões de clientes, um volume 17 vezes maior que em 2004, quando havia apenas 400 mil pontos com acesso rápido. A penetração de TV por assinatura também crescendo em todos os segmentos. Entre 2011 e 2013, evoluiu de 78% para 87% na classe A, de 51% para 65% na classe B e de 24% para 34% na classe C.