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Usuários convergentes contam as vantagens de produtos e serviços integrados

Daniela Moreira, repórter do IDG Now!
31/01/2007 - 07h00
São Paulo - Fazer mais com menos, ter tudo à mão e reduzir gastos. Eis alguns dos benefícios da convergência, segundo três desbravadores digitais.

Selo_pequeno_01_entrada_88x66Um grupo de amigos se reúne em uma casa de praia em pleno litoral catarinense, às vésperas do ano-novo. Tudo pronto para uma semana de muito sol, cerveja e trilha sonora animada... Opa! O notebook pifou, aparelho de som ninguém sabe, ninguém viu, e não tem música na casa! Quem poderá salvar o réveillon dos nossos jovens amigos? A convergência digital, claro.

Foi realmente o celular - ou seria tocador de música digital? - de Ricardo Akaki que salvou o ano-novo da galera. Além de garantir a trilha sonora, de quebra, o telefone móvel - ou seria câmera fotográfica? - ainda registrou os melhores momentos da viagem de final de ano, levando o título de herói da festa. “Descartei de vez a câmera e o MP3 player. Agora carrego tudo comigo no bolso, no meu celular”, conta Akaki, 32 anos, professor, e protagonista do nosso conto convergente de verão.

Leia neste especial:
>O futuro dos eletrônicos
>Seis previsões ousadas
>Pacotes convergentes
>O que barra a convergência
>Entrevista: convergência nos negócios
>Da pré-história da convergência ao iPhone
>Novidades convergentes

Assim como Akaki, outros pioneiros exploram o território da convergência digital e nos contam quais são os principais benefícios dessa onda que começa a mudar de fato a forma como nos comunicamos, como ouvimos música, assistimos a vídeos, tiramos fotos, trabalhamos e nos divertimos.

Para nossos desbravadores digitais, convergir é:

Fazer mais com menos: Agregar, agrupar, reunir. Essa é a definição do termo “convergir” pelo dicionário. Se perguntássemos a Ricardo Akaki, ele provavelmente concordaria. Não só suas câmeras digitais - de fotografia e de vídeo - e seu tocador de música convergiram em um só equipamento, como também sua agenda - de telefones e compromissos.

O mesmo vale para Gabriel Moreira, 31 anos, executivo da área de telecomunicações. Com um Xbox 360, um PC, uma TV e um home theater, ele criou todo o sistema de diversão digital da sua casa, eliminando figuras comuns na estante da sala, como aparelho de som, videocassete, tocador de DVD e, porque não, as pilhas de CDs, DVDs, fitas de áudio e vídeo e discos. E tudo isso sem usar nenhum fio.

Para realizar essa verdadeira façanha digital, Gabriel aproveitou a tecnologia de comunicação sem fio do Xbox 360 e do seu notebook, além de usar os recursos do Windows XP Media Center, versão do sistema operacional da Microsoft voltada justamente ao entretenimento digital.

Com isso, ele programa seu notebook - que tem seu próprio receptor de TV - com antecedência para gravar toda a grade de programação que lhe interessa naquele mês. Se a campainha tocar bem na hora da melhor cena do filme, não tem problema. O Media Center permite pausar a programação ao vivo - que continua sendo gravada - e voltar exatamente no ponto que parou depois de atender o entregador de pizza.

Ter tudo à mão: Sabe aquele CD que você guardou sem querer na capinha errada e nunca mais viu? Ou aquela foto que você enfiou naquele álbum que não aparece de jeito nenhum? Pois é, Gabriel não sofre desse mal. Todas as suas músicas, fotos e vídeos estão lá disponíveis no seu duplo disco rígido de 180 GB, a apenas um clique de distância.

O mesmo acontece com as 200 músicas preferidas do Ricardo, que cabem tranquilamente no cartão de memória de 1 GB do seu celular e lhe acompanham onde quer que vá, seja para aliviar o estresse do engarrafamento na Marginal ou para animar o réveillon na remota praia de Bombinhas, em Santa Catarina.

Mas não se trata apenas de diversão: os contatos e compromissos também estão à mão, o tempo todo, e, indo mais além, toda a internet está a sua disposição no navegador do celular, seja para checar uma notícia importante ou receber um e-mail urgente.

Reduzir os gastos: Tanto o Gabriel quanto o Ricardo salvaram alguns reais ao optar por equipamentos que concentram funções que poderiam encontrar em outros. Gabriel jura que não compra mais câmera digital nem tocador de MP3 nessa vida e Ricardo já eliminou os aparelhos de DVD e de som da lista de consumo faz tempo.

Mas no quesito economia, quem conta seu caso de sucesso é Katie Vialli, comerciante, 49 anos. Mãe de três filhos, trocou dois fornecedores de TV por assinatura - via cabo e satélite -, duas linhas telefônicas e uma conexão de banda larga de 250 Kbps por um único fornecedor de TV, uma única linha e uma conexão dez vezes mais rápida.

O Combo Net adquirido, com cinco pontos de acesso à TV, três extensões para a linha fixa e a banda larga, agora sem provedor, permitiu reduzir a despesa total de cerca de 500 reais mensais para menos de 400 reais. “Isso porque ainda não coloquei o bloqueio a celular, que estava ativado nas linhas anteriores e deve reduzir bastante a conta de telefone”, observa.

Personalizar a experiência: Os dispositivos convergentes fazem da experiência do entretenimento um campo vasto para criar grades de diversão personalizadas. Ao selecionar e gravar os programas que quer assistir ao longo do mês, Gabriel define a própria programação, que independe da TV ao vivo. Não é só em vídeo que ele personaliza sua diversão: o sistema de som da casa toca as listas de músicas pré-selecionadas por ele.

Ricardo utiliza as próprias ferramentas de edição do som do seu celular para criar toques personalizados e Katie, que mantinha contratos com pelo menos quatro fornecedores para chegar a um pacote próximo das suas necessidades, hoje tem um pacote único, que atende o perfil de uso da família.

Ganhar maior poder de escolha: Uma vantagem fundamental da convergência, principalmente do ponto de vista dos serviços, é a chance de que mais fornecedores possam competir em uma área antes restrita. E competição é sinônimo de preços mais agressivos ao consumidor. Antes de os provedores de TV a cabo entrarem na disputa pelo segmento de banda larga e telefonia, Katie tinha apenas uma operadora oferecendo serviços similares, o que significa que ela poderia cobrar o quanto quisesse, pois não havia parâmetro de comparação.

O mesmo pode valer para os dispositivos se pensarmos que com os 500 reais gastos no seu telefone celular, Ricardo dificilmente compraria uma câmera digital, mais um MP3 player mais um celular. O iPhone, novo dispositivo da Apple e sonho de consumo do nosso professor, é mais uma prova de que, da mesma forma que hoje fabricantes exclusivos de celulares - como Nokia e Motorola - competem com fornecedores de câmera e tocadores de música digital, a convergência permitirá que um fornecedor da área de informática, Selo_pequeno_01_entrada_88x66a Apple, passe a explorar o segmento de telefonia, ampliando as opções de produtos disponíveis ao usuário.