Google demitiu 48 funcionários por assédio sexual nos últimos 2 anos

Da Redação
30 de outubro de 2018 - 15h00
CEO da companhia admitiu a demissão de executivos da alta gerência. Reportagem do NYT revelou que cocriador do Android foi demitido após companhia comprovar caso de assédio

Sundar Pichai, CEO do Google, disse na semana passada que a companhia demitiu 48 funcionários por assédio sexual nos últimos dois anos. Destes, 13 eram gerentes sênior. O anúncio foi encaminhado por e-mail a funcionários e também assinado pela presidente de Recursos Humanos do Google, Eileen Naughton. 

O comunicado acontece após o New York Times detalhar alegações de que o cocriador do Android, Andy Rubin, recebeu grande quantia de dinheiro para deixar discretamente a companhia em 2014 após verificar-se que eram reais as alegações de má conduta por assédio sexual contra ele. De acordo com a reportagem, uma funcionária do Google acusou Rubin de coagi-la a fazer sexo oral nele em um quarto de hotel em 2013. 

Após investigação, o Google pediu para Rubin deixar a empresa. O jornal questiona, entretanto, que a companhia poderia ter demitido Rubin e, dada a comprovação do assédio, não pagar a ele nenhuma recompensa a mais. Mas ao invés disso, pagou US$ 90 milhões de dólares em compensações e não disse nada publicadamente, ressaltou o NYT citando fontes próximas ao episódio.

No e-mail o qual a imprensa internacional teve acesso, Pichai, afirma que nenhum dos executivos demitidos recebeu compensação ao sair, porém não chegou a endereçar o caso de Rubin especificamente. O CEO aproveitou para dizer que o Google atualizou a política para exigir que todos os vice-presidentes e vice-presidentes senior informem qualquer relacionamento que tiverem com um ou uma colega, independente de ter eventual conflito de interesses no departamento.

"Nós estamos comprometidos em assegurar que o Google é um ambiente de trabalho onde você se sinta seguro para fazer o melhor, e onde há sérias consequências para qualquer pessoa que se comporta de forma inapropriada", assinou Pichai e Naughton no e-mail.