Cubo Itaú inaugura novo prédio com 14 andares dedicados a coworking

Por Carla Matsu
15 de agosto de 2018 - 16h19
Novo endereço agora tem capacidade para 1.250 pessoas residentes; Iniciativa passa a distribuir startups em cinco verticais

O Cubo Itaú inaugurou nesta quarta-feira (15) a nova sede do seu espaço de co-working e inovação. Criado inicialmente em 2015, a iniciativa tomava até então quatro andares de um prédio na Vila Olímpia, zona sul de São Paulo. Agora passa a ocupar um edifício inteiro - no mesmo bairro - com 14 andares e capacidade para 1.250 pessoas residentes. Atualmente, 65 startups brasileiras já se distribuem no novo endereço. 

A iniciativa do Itaú Unibanco e da Redpoint eventures se propõe a conectar startups e grandes empresas com o objetivo de estimular o ecossistema de empreendedorismo. Além da nova casa, o Cubo Itaú estreia uma proposta de trabalho com as startups, distribuindo-as em cinco verticais: varejo, fintech, indústria, educação e saúde. Segundo Lineu Andrade, diretor do Itaú Unibanco, essa decisão deve otimizar a dinâmica das jovens empresas de tecnologia com as corporações parceiras. "A ideia é que esses setores levem problemas para que as startups possam pensar soluções para eles", resumiu o executivo em coletiva de imprensa. Cada vertical conta com uma grande empresa patrocinando seus respectivos andares. A Dasa fica responsável pelo espaço de saúde, enquanto a Kroton pelo pavimento de educação, a BR Malls pelo andar de varejo e o Itaú Rede pela área de fintechs. A vertical dedicada à indústria ainda não conta com um mantenedor. 

Segundo Andrade, a ideia de ampliar o espaço surgiu um ano e meio depois da inauguração do projeto original. "Tínhamos uma quantidade muito grande de startups, que eram de interesse para o Cubo, mas não tínhamos espaço". Uma das soluções para atender a demanda foi criar uma plataforma digital - o Cubo Digital - que reúne atualmente 250 startups. O serviço é uma forma de oferecer conteúdo e conectar as empresas virtualmente. 

Startups que também cresciam seus times já não conseguiam mais residir no endereço. A Mastertech é uma delas. A empresa passou de três integrantes para 30 colaboradores. Agora, ela leva sua operação para a nova sede Cubo. 

"Desde o início, a gente sempre teve 100% de ocupação. As empresas que começavam a crescer precisavam sair e era exatamente quando elas poderiam contribuir mais com o ecossistema. Esse foi um dos estopins que tivemos para criar este novo espaço", explicou Flavio Pripas, diretor do Cubo. 

Gerar negócios é uma das prerrogativas da iniciativa. Segundo levantamento do próprio Cubo, foram fechados 720 contratos até julho deste ano e outros 370 em 2017. De acordo com o Itaú, as startups que passaram pela residência, até hoje, geraram juntas mais de 3 mil postos de trabalho. 

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O que muda 

Tendo em vista o horizonte de potenciais negócios, o Cubo agora passa a buscar startups consideradas mais maduras. "Queremos mais diversidade e experiência para promover uma troca de alto nível no ecossistema", reforçou Andrade.

O Itaú não divulga dados de investimentos no projeto e afirma que o Cubo é uma empresa sem fins lucrativos. Segundo Ricardo Guerra, CIO do Itaú, o programa como um todo também tem influenciado a própria cultura do banco. "Agregou em múltiplas frentes. Cultura, modelo de negócios, no modelo de gestão centrado no cliente. O mundo tem evoluído para o modelo digital, que resume onde as empresas buscam encantar os clientes com soluções novas e de forma ágil, com entregas contínuas para entregar uma melhor experiência em escala. Esse modelo não era entregue pelo banco até há poucos anos, e este modelo é nativo de startups", reconheceu Guerra. "E o fato de estarmos inseridos neste ecossistema, convivendo com o modelo o tempo todo, afeta diretamente o nosso modelo de gestão", completou. 

O novo espaço também conta com piso duplo dedicado a eventos e uma área de café aberta ao público. Da mesma forma que na sede anterior, o endereço atual oferecerá programação para visitantes, como workshops, palestras e encontros. A expectativa é que o novo prédio tenha mais de 2 mil pessoas circulando por dia no local. Já a antiga sede terá seus andares ocupados por uma startup que já foi residente do Cubo. Entretanto, o Cubo Itaú não compartilhou o nome da ex-inquilina que expandiu sua operação. 

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