Executivo acusado de vazar segredos do Google volta ao mercado

Da Redação
06/07/2018 - 17h00
Segundo TechCrunch, Anthony Levandowski está por trás da startup de caminhões autônomos chamada Kache.ai. Executivo teria vazado arquivos da Waymo para Uber.

Acusado de ter vazado segredos comerciais da Waymo, subsidiária do Google, para a Uber, o engenheiro Anthony Levandowski está com uma nova empresa de veículos autônomos, de acordo com informações do TechCrunch

Segundo o site especializado, o executivo está por trás da nova startup de caminhões autônomos chamada de Kache.ai. No entanto, ainda não se sabe muitas informações sobre a nova empresa. 

Apesar de o nome de Levandowski não ter sido publicamente associado à startup, o TechCrunch aponta que o endereço registrado da Kache.ai, em Santa Helena, na Califórnia, pertence ao pai e à madrasta do executivo. 

A palavra Kǎchē significa caminhão em chinês, mas o TechCrunch diz que não conseguiu verificar se a companhia possui ligações com empresários ou companhias do país asiático.

Entenda o caso

Para quem não lembra, Levandowski trabalhou na Waymo antes de fundar uma startup de caminhões autônomos, a Otto, que foi comprada em 2016 pela Uber.

Em fevereiro de 2017, a Waymo processou a Uber e a Otto sob a alegação de que Levandowski roubou 14.000 arquivos relacionados à sua tecnologia de veículos autônomos.  A Uber, por sua vez, afirma que desenvolveu de forma independente seu próprio sistema autônomo. 

Ao levantar a tecnologia, a Uber supostamente construiu seu próprio sistema LiDAR (Light Detection and Ranging) dentro de nove meses, quando a Waymo vinha desenvolvendo a tecnologia há quase sete anos.

“A concorrência leal estimula a inovação tecnológica, mas o que aconteceu aqui não é uma concorrência justa”, disse a Waymo no processo judicial. 

O processo sublinha a competição acirrada na indústria de carros autônomos e como a batalha pode ser escalada. 

Em maio de 2017, a Uber demitiu Levandowski, que chegou a liderar a divisão de carros autônomos da companhia. De acordo com reportagem do New York Times, a recusa do executivo em colaborar com a empresa para provar sua inocência no caso teria sido o motivo para sua demissão.