Intel é alvo de investigação por discriminação de idade

Da Redação
29 de maio de 2018 - 16h29
Segundo WSJ, documentos da própria companhia revelam que, entre as 2,3 mil demissões, média da idade de funcionários era de 49 anos

A Intel está sob o alvo de uma investigação federal nos Estados Unidos que busca apurar suposta “discriminação por idade” em relação às mais de 10 mil demissões iniciadas em 2016, de acordo com fontes do jornal Wall Street Journal.

No centro da questão está a percepção e a alegação de que a Intel procurou desligar funcionários mais velhos, mantendo apenas os mais jovens. Ao fazê-lo, a companhia conseguiria cortar os salários mais altos.

Há dois anos, ao anunciar suas demissões e reestruturações, a Intel indicou que esse processo se estenderia até 2017. O WSJ informa que “dezenas de ex-funcionários buscaram aconselhamento jurídico sobre se poderiam processar” a Intel e alguns deles apresentaram queixas à Comissão de Oportunidades Iguais de Trabalho (EEOC) dos Estados Unidos.

A Intel negou qualquer recorte tendencioso nas demissões e afirma que “fatores como idade, raça, nacionalidade, gênero, status de imigração ou outras demografias pessoais não fizeram parte do processo”. Entretanto, uma análise do WSJ de documentos da própria Intel revelam que, em um conjunto de 2,3 mil demissões, a média da idade era de 49 anos, o que é sete anos mais velha do que a idade média do restante do pessoal.

A prática não é permitida nos Estados Unidos e cabe agora à EEOC decidir sobre o mérito das queixas que recebeu nos  últimos dois anos. Se o órgão de fiscalização encontrar motivos suficientes para prosseguir com o assunto, poderá iniciar uma ação judicial coletiva contra a Intel.