ZTE terá de pagar US$ 1,3 bilhão para comprar produtos dos EUA novamente

Da Redação
28/05/2018 - 18h40
Pagamento de multa e outras garantias legais compõem acordo anunciado por Trump; Decisão libera fabricante chinesa para retomar negócios com empresas americanas

A administração do presidente norte-americano Donald Trump informou aos congressistas que o governo dos Estados Unidos chegou a um acordo para colocar a empresa de telecomunicações chinesa ZTE Corp de volta aos negócios no país (incluindo a aquisição de chips), de acordo com um assessor do Congresso na última sexta-feira (25) que falou à agência de notícias Reuters sobre os próximos passos da disputa.

A Casa Branca, porém, não confirmou oficialmente o acordo logo após a declaração. Já o presidente americano confirmou em um tuíte na mesma sexta-feira, minutos depois. De acordo com Trump, a multa que deve ser paga pela companhia é de US$1,3 bilhão — e outras garantias legais.

O acordo, comunicado aos funcionários no Capitólio pelo Departamento de Comércio, exige que a ZTE pague a multa, coloque autoridades dos EUA responsáveis pela conformidade dentro da empresa e mude sua equipe de gestão, afirmou o assessor à agência. O Departamento de Comércio, então, suspenderia a medida que impede a ZTE de comprar produtos dos EUA.

Entenda o caso

A ZTE foi proibida de comprar componentes de tecnologia norte-americanos por sete anos por violações de sanções contra o Irã e a Coreia do Norte.

A decisão do Departamento de Comércio permite que a empresa chinesa retome os negócios com empresas americanas, incluindo a fabricante de chips Qualcomm, que é uma fornecedora-chave da ZTE em smartphones.

O acordo envolvendo a segunda maior fabricante de equipamentos de telecomunicações da China enfrentou resistência no Congresso, onde democratas e colegas republicanos de Trump o acusaram de aceitar a pressão de Pequim a favor de uma empresa que, segundo o serviços de inteligência, representa um risco significativo em segurança nacional.

A notícia do acordo acontece pouco antes de o secretário de Comércio dos Estados Unidos, Wilbur Ross, visitar a China para mais uma rodada de negociações, em meio a tensões comerciais entre esses dois países.