Grupo Santander anuncia aporte na fintech brasileira Creditas

Da Redação
18/04/2018 - 10h19
É o primeiro aporte do Santander InnoVentures no Brasil; Lançada em 2012, plataforma oferece empréstimos com garantia

O fundo de capital de risco do Grupo Santander, o Santander InnoVentures, anunciou nessa terça-feira (17) aporte na fintech brasileira Creditas, que oferece plataforma de empréstimos com garantia. Este é o primeiro aporte do Santander InnoVentures no Brasil e o segundo na América Latina.

Com a entrada do Santander InnoVentures e Amadeus Capital Partners, a Creditas também anunciou aumento em sua rodada de financiamento da Série-C para US$ 55 milhões. A rodada foi liderada pela Vostok Emerging Finance (VEF), fundo de investimento cotizado na Bolsa da Suécia focado em fintechs de mercados emergentes. Além dos novos sócios, também participaram os atuais investidores da Creditas, incluindo Kaszek Ventures, Quona Capital, QED Investors, International Finance Corporation e Naspers Fintech.

Para Manuel Silva, sócio e diretor de Investimento do Santander InnoVentures, o Brasil oferece um ecossistema próspero e é um mercado central para o Santander. "Acreditamos fortemente na inovação das fintechs brasileiras e vemos Sergio Furio, fundador e CEO da Creditas, como um grande exemplo da nova geração de empreendedores no Brasil que estão redefinindo os serviços financeiros. Estamos muito animados em nos juntarmos a ele e a seus investidores na construção do sucesso da Creditas", declarou em comunicado à imprensa.

Fundada em 2012, com sede em São Paulo, a Creditas afirma ter crescido sete vezes nos últimos 12 mesesidg e planeja usar os novos recursos para apoiar seu plano de expansão, com investimentos em tecnologia e crescimento na base de clientes. Segundo a fintech, que conta com uma equipe de 365 pessoas, os planos incluem desenvolver novos produtos e explorar outros mercados nos próximos meses.

"Nosso objetivo é liderar a disseminação de empréstimos com garantia no Brasil, como principal instrumento para reduzir as taxas de juros aos consumidores, promovendo comportamentos saudáveis e produtivos de endividamento. Queremos manter o crescimento acelerado nos próximos anos. Estamos apenas no começo e queremos ser 30 vezes maiores em três anos", afirmou Furio.