7 erros mais comuns que podem levar sua startup à falência

Da Redação
24/03/2018 - 09h55
Empreendedores sempre estão ansiosos por terem uma ideia de um negócio perfeito, porém é preciso estar atento ao mercado e ter uma visão analítica sobre os obstáculos

Cada empreendedor tem em mente um caminho ideal para a conquista do seu sucesso, mas um detalhe que às vezes passa despercebido são os obstáculos que, no futuro, podem levar uma empresa à falência.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), seis em cada dez empresas fecham as portas antes de completarem cinco anos de idade. 

“Nem sempre o novo empresário está pronto para abrir um novo negócio e é por isso que muitos deles enfrentam uma série de dificuldades logo nos primeiros anos de atividade”, afirma o diretor da Person Consultoria, Jorge Pessoa.

Para auxiliar o novo empresário a superar os obstáculos de mercado, Pessoa lista abaixo os sete erros mais comuns que podem levar uma empresa à falência e também, como evitá-los:

1. Falta de controle

A falta de controle com assuntos técnicos e empresarias como fluxo de caixa, leis trabalhistas e processos burocráticos de uma empresa pode, aos poucos, levar esse novo negócio à falência. Para isso, é necessário que o empresário sempre tenha em vista os setores da empresa e as demandas de cada atividade, para que exista um equilíbrio entre todas as funções. “Saber como controlar o dia-a-dia, delegar rotinas e trabalhar para ter qualidade no mercado é fundamental e o planejamento é a palavra-chave para isso”, explica Pessoa.

2. Espera de um novo cliente

Um fator comum para que a empresa não se solidifique no mercado é quando o empreendedor espera que o cliente caia do céu, quase como um milagre. É importante saber que, os primeiros anos de negócio será um período delicado, onde o empreendedor não poderá medir esforços para conquistar novos clientes e também, parceiros qualificados.

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3. Falta de foco

Tenha um foco e seja bom nisso, venda seu peixe e dê o seu melhor, mais para frente sua empresa pode até oferecer vários serviços ou produtos, mas inicialmente tenha um foco definido para não se perder no caminho.

4. Misturar conta física com conta jurídica

Outro erro recorrente e que pode ser facilmente evitado é a mistura de contas de uma empresa com as despesas pessoais. Neste caso é mais fácil ainda, é preciso que a pessoa deste perfil tenha claro em sua cabeça o funcionamento do negócio e separar bem o CPF do CNPJ, lucros de empresa e gastos pessoais. “Outra saída é trabalhar em conjunto com uma assessoria contábil para que ela auxilie na análise de operações fiscais, isso também pode evitar riscos ou implicações de natureza tributária", afirma o diretor.

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5. Criar uma empresa sem conhecer o mercado

Os novos empresários quase sempre estão ansiosos por terem uma ideia traçada de um negócio perfeito, porém, antes de colocar em prática é necessário ler sobre o ramo, sobre empreendedorismo, leis que regem este ramo, então, consulte amigos e analise os concorrentes, até que você esteja totalmente estudado e ciente dos pontos positivos e negativos de começar essa nova empreitada.

6. Não definir o cliente

Ter claro o seu principal cliente pode facilitar na hora de desenhar as estratégias de comunicação de uma empresa. Então, mesmo que a sua empresa lide com um público amplo, uma sugestão é definir um grupo principal que sua empresa irá trabalhar.

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7. Planejamento

A falta de planejamento de todos os setores pode levar a empresa para onde os empreendedores jamais querem chegar: o fim do seu negócio. Por isso é importante traçar estratégias, observar o mercado e traçar um plano para sua empresa e é claro, segui-lo. Planejar é um dos itens mais importantes para uma empresa!

Para finalizar, Jorge Pessoa aconselha o novo empreendedor a ser otimista e realista e, sobretudo, ter sempre uma visão analista em todos os obstáculos e desafios que a sua nova empresa irá passar. “Mesmo assim eu reforço que o principal erro é a ausência do planejamento financeiro, então como conselho eu digo para prestarem atenção nisso, além de trabalhar com uma boa ferramenta de gestão apropriada para o seu tipo de negócio, além de ter um contador de qualidade e confiança para ajudar em decisões relacionadas a parte tributária e contábil”, finaliza.