Por questões de 'segurança nacional', Trump barra compra da Qualcomm pela Broadcom

Da Redação
13/03/2018 - 17h59
Ordem cita evidências que levaram presidente dos EUA a crer que a aquisição poderia ser uma ação que ameaça desequilibrar a segurança nacional no país

O presidente dos EUA Donald Trump emitiu uma nota na última segunda-feira (12/3) para proibir a compra da Qualcomm pela Broadcom. O argumento de Trump é por conta de questões de "segurança nacional".

A ordem cita "evidência crível" que levou Trump a crer que a aquisição "poderia ser uma ação que ameaça desequilibrar a segurança nacional nos EUA".

"A proposta de aquisição da Qualcomm pela compradora é proibida e qualquer fusão ou aquisição substancialmente equivalente...está também proibida", afirma a ordem.

A oferta da Broadcom, avaliada em US$ 117 bilhões, foi rejeitada pela Qualcomm, mas está sendo avaliada pelo Comitê de Investimento Estrangeiro nos Estados Unidos, uma agência liderada pelo Departamento do Tesouro que analisa implicações para a segurança nacional geradas por aquisições de empresas norte-americanas por grupos estrangeiros.

A medida de Trump é a quinta desse tipo liderada por um presidente, impedindo transação entre empresas com base nas objeções levantadas pela agência e também a segunda operação bloqueada por Trump.

5G

Segundo a agência de notícias Reuters, que ouviu uma fonte próxima da agência, o acordo causa receio de que em 10 anos haveria apenas uma empresa dominante em tecnologias 5G e ela seria essencialmente a Huawei. Por isso, operadoras norte-americanas não teriam escolha e teriam de comprar Huawei.

A Qualcomm está envolvida no desenvolvimento da tecnologia de redes 5G. Há um mês, anunciou um novo chipset que deve pavimentar o caminho em direção à quinta geração de telefonia móvel. O chamado Snapdragon X24 é, segundo a fabricante, o primeiro chipset com modem 4G/LTE do mundo que consegue entregar uma velocidade de 2Gbps por segundo.

Também no último mês, a empresa anunciou um importante passo do seu projeto de fabricação de semicondutores no Brasil. A companhia assinou uma joint venture com a taiwanesa USI para instalação de uma fábrica de semicondutores para smartphones e dispositivos de internet das coisas (IoT) no País.