Windows 10: números mostram sinais de upgrade nas empresas

Computerworld / EUA
07 de março de 2018 - 13h16
Segundo a Net Applications, o ganho de mercado do sistema mais recente da Microsoft no último ano mostra que companhias finalmente começaram a migração.

Um pequeno ganho em usuários do Windows 10 no último ano é provavelmente um sinal de que as empresas finalmente começaram a realizar a migração para o sistema mais recente da Microsoft, de acordo com a companhia de pesquisas Net Applications.

Os dados da plataforma mostram, na verdade, que o Windows 10 registrou uma ligeira queda (de dois décimos de um ponto percentual) na sua fatia de usuários em fevereiro de 2018, a porção de todos os donos de donos de PCs que rodaram o sistema. Com isso, a plataforma encerrou o último mês com 34,1% de participação nos PCs do mundo e 38,9% de todos os computadores Windows (o segundo número é maior porque as máquinas com Windows respondem a 87,7% de todos os sistemas do mundo). 

Mas essa pequena queda, a primeira desde fevereiro de 2017, certamente foi um valor discrepante, uma vez que o Windows 10 vem em uma escalada desde o seu lançamento, em julho de 2015. No entanto, essa tendência não é uma linha reta, mas uma que mostra os aumentos do Windows 10 por ajustes e inícios.

Ao analisar as mudanças de adoção do Windows 10 ao longo de períodos referentes a seis meses desde o meio de 2015 – com cada ponto representando os ganhos totais em relação aos seis meses anteriores – fica claro que após duas ondas de adoção, que tiveram seus ápices em janeiro de 2016 e agosto de 2016, o sistema caiu para um ritmo mais lento que alcançou o seu pior momento em fevereiro de 2017. (Os momentos desses ápices aconteceram por razões específicas; o primeiro foram os early adopters mudando do Windows 7 e 8.1 para o Windows 10 pelo upgrade gratuito da Microsoft, e o segundo marca o fim desse upgrade gratuito da Microsoft.)

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No último ano, o crescimento do Windows 10 pode não ter alcançado uma onda, mas pelo menos saiu do buraco em que tinha entrado em fevereiro de 2017. Os números variaram bem nesses 12 meses, mas as desacelerações não foram tão baixas quanto a anterior, enquanto que o auge de recuperação sempre superou o antecessor. Por exemplo, o número de janeiro de 2018 referente aos seis meses anteriores foi de 4,8%, o mais alto desde novembro de 2016. 

Apesar de não terem ficado claras as porcentagens com os quais os PCs corporativos contribuíram para os dados da Net Applications – vale notar que alguns sistemas de empresas nunca navegam pela web por meio de um navegador – esse crescimento na recuperação do Windows 10 pode ser seguramente atribuído à migração de máquinas de empresas para a versão mais recente do sistema (Em primeiro lugar, as vendas de PCs continuam em queda; em segundo, os usuários finais que planejavam fazer o upgrade do Windows 7/8.1 para o 10 fizeram isso enquanto a oferta de upgrade gratuito estava disponível.)

Como as empresas tem um prazo a cumprir – neste caso, a aposentadoria do Windows 7 em janeiro de 2020 – não chega a ser surpreendente essa aceleração do Windows 10 no segmento corporativo. A surpresa seria se a adoção do sistema mais recente não tivesse crescido com toda a pressão para a saída do Windows 7 das redes corporativas. 

Mas será que essas empresas todas conseguirão cumprir o prazo a tempo?

Usando a média de queda de usuários do Windows 7 dos últimos 12 meses, a Computerworld dos EUA prevê que o sistema antigo ainda responderá por cerca de 35% de todos os PCs Windows ativos em janeiro de 2020. (Nesta época, o Windows 10 deverá estar presente em aproximadamente 63% de todas as máquinas Windows.)

Essa projeção de 35% dos PCs rodando Windows 7 seria um fracasso e tanto para a Microsoft. Isso porque o número seria superior do que ao registrado na época da aposentadoria do Windows XP, em abril de 2014, quando o sistema estava em 29% de todos os dispositivos Windows.

A Computerworld dos EUA também prevê que o Windows 10 vai passar à frente do Windows 7 em agosto de 2018, quando presente em 45% das máquinas Windows – contra 44,6% do sistema mais antigo.