78% dos brasileiros preferem comprar via aplicativo, diz estudo da Worldpay

Da Redação
05/03/2018 - 16h20
Segundo estudo da empresa de pagamentos, brasileiros estão acima da média global na adoção de apps para compras. Contrapartida exige segurança e velocidade

Comprar pelo smartphone já parece ser uma preferência nacional, segundo estudo da Worldpay, realizado em parceria com a Opinium Research.

De acordo com o relatório global "Mobile Payment Journey" divulgado nesta segunda-feira (05/03), 78% dos brasileiros entrevistados preferem comprar por meio de um aplicativo, ao invés dos navegadores para dispositivos móveis. O número é acima da média global, de 71%.

A pesquisa entrevistou 16 mil consumidores que compraram produtos no celular nos últimos três meses na Austrália, Brasil, China, Alemanha, Índia, Japão, Coréia do Sul, EUA e Reino Unido. No Brasil, 1.510 consumidores foram ouvidos. Segundo a Worldpay, as conclusões do relatório visam ajudar empresas e lojistas a pensarem em estratégias para atrair e reter clientes em suas plataformas. 

Experiência 

Para Juan D’Antiochia, General Manager da Worldpay para a América Latina, o estudo confirma que os consumidores brasileiros estão cada vez mais exigentes, ao mesmo tempo em que o mercado está mais maduro e seguro para oferecer opções de pagamento. “O brasileiro está gastando mais no comércio eletrônico. Isso é motivo de comemoração dos varejistas, mas ainda há demandas por parte dos consumidores que precisam ser atendidas.”

Os consumidores têm buscado um serviço mais exclusivo e personalizado em seu celular. Segundo a pesquisa, 53% dos brasileiros ficariam satisfeitos em pagar mais por um produto, serviço ou viagem se a experiência na plataforma for melhor. O resultado mostrou 12 pontos percentuais acima da média global (41%). 

E por experiência melhor, o estudo destaca um tripé essencial no mobile commerce: segurança, simplicidade e velocidade. Tais características já são esperadas pelo consumidor que se dá ao trabalho de baixar um aplicativo para comprar qualquer coisa. Ou seja, aplicativos que pecarem nessas questões frustrarão o usuário, que não terá muito motivo para mantê-lo no celular. 

"As chances de sucesso de um aplicativo aumenta quando o usuário consegue resolver tudo o que ele precisa ali mesmo", resume D’Antiochia, dando como exemplos os aplicativos de reserva de hotel. Caso o usuário precise sair da aplicação para checar informações que ali faltam ou estão prejudicadas - imagens ruins, informações de localização, etc - é provável que o consumidor desista de fazer a compra por ali e siga em frente.

Entrevistados também disseram preferir comprar via aplicativo ao invés de navegadores, pois acreditam que nessa versão as compras são mais ágeis.

Confiança

Segurança é uma grande preocupação e uma das principais razões para o abandono de compra nos aplicativos móveis. Uma vez que brasileiros são conhecidos como early adopters, o varejo pode se beneficiar ao adotar novas tecnologias para assegurar a compra. Essa tendência é reforçada pela pesquisa, que indica que 63% dos brasileiros se sentem confortáveis em fornecer dados biométricos, como impressões digitais ou o reconhecimento facial, se além de adicionar uma camada a mais de segurança, tornasse o processo de pagamento mais rápido. 

No entanto, a confiança do consumidor brasileiro ainda precisa ser conquistada - 76% dos respondentes afirmam que somente fazem download do aplicativo de marcas ou empresas que realmente confiam, número superior aos dados globais (71%). 

“O comerciante que entregar a melhor experiência terá muito a ganhar já que os consumidores estão comprando produtos de maior valor via aplicativos. Com o avanço de novas tecnologias haverá espaço para assistentes virtuais e serviços conectados o que irá facilitar ainda mais a vida do consumidor. As marcas que oferecerem a melhor experiência de pagamento móvel, de forma rápida e segura, verá menos desistências nas compras, mais downloads do aplicativos e, consequentemente, um maior volume de vendas dos seus produtos e serviços”, conclui D’Antiochia. 

Para ler o estudo completo, acesse o site.