Stefanini planeja novas aquisições em 2018

Da Redação
04/12/2017 - 17h59
Companhia, porém, não tem no radar grandes aquisições, mas empresas que possam complementar o portfólio de ofertas para a transformação digital das corporações

Seguindo a estratégia de ampliar sua oferta de soluções para alcançar a meta de crescimento agressivo nos próximos cinco anos, a Stefanini, que neste ano completou 30 anos de atividades no mercado, já se prepara para novas aquisições no Brasil e no exterior a partir de 2018.  

A companhia, porém, não tem no radar grandes aquisições, mas apenas empresas que possam complementar o portfólio de ofertas para a transformação digital das corporações, segundo o seu presidente, Marco Stefanini. “Continuamos monitorando oportunidades que possam complementar o nosso portfólio e, consequentemente, o nosso ecossistema de inovação”, ressalta.

A meta, de acordo com Stefanini, é também, dentro de três anos, deixar de ser uma provedora de serviços para se tornar uma integradora digital. Para isso, o CEO diz que deu início a transformação digital da própria companhia, processo no qual ele tem se envolvido diretamente. “Tenho procurado liderar pessoalmente o processo de transformação digital na empresa. Esse desafio está sendo acelerado, com o rápido desenvolvimento e consolidação de ofertas digitais”, diz.

O executivo fez um balanço do desempenho da empresa ao longo deste ano. Os números mostraram crescimento global de 7,5% em relação a 2016 e de 7% para o Brasil no mesmo período, atingindo um faturamento de R$ 2,8 bilhões. A região que mais cresceu, segundo Stefanini, foi Latam (países de língua espanhola), com índice de 30%, seguida da Europa, Brasil e Estados Unidos.

Stefanini observa que, embora a economia dê sinais de retomada, o mercado de TI enfrenta dois grandes desafios no Brasil: superar a crise e concretizar o projeto de transformação digital. Ele observa que as empresas tradicionais estão sendo afetadas diretamente pela 4ª Revolução Industrial. “Companhias como a nossa precisam consolidar um novo modelo baseado no ecossistema de inovação para continuar se destacando globalmente. “Os próximos dois anos serão decisivos para a transformação digital das corporações. A Stefanini está investindo fortemente em ofertas que poderão auxiliar os nossos clientes nesta transição”, afirma.

O fundador e CEO global da Stefanini ressalta ainda que, pelo terceiro ano consecutivo, a companhia aparece como a quinta empresa brasileira mais internacionalizada no ranking FDC das Multinacionais Brasileiras, divulgado pela Fundação Dom Cabral. Neste ano, a empresa se mantém na liderança em número de países onde possui subsidiárias e em terceiro lugar em índice de ativos. No quesito receita, a multinacional ocupa a décima posição no ranking geral.

De acordo com Ailtom Nascimento, vice-presidente da Stefanini, a internacionalização é um dos principais pilares de crescimento da companhia. “A transformação digital está acontecendo na cadeia logística do mundo inteiro. A automação tornará o setor industrial mais competitivo, contribuindo também para o desenvolvimento econômico”, destaca.