Três bons motivos para decidir usar a nuvem se você vai empreender

Izabelle Macedo *
17/10/2017 - 16h08
A nuvem tem ajudado as PMEs a lucrar e crescer, com acesso a tecnologia que até pouco tempo era restrita às empresas multinacionais

Para quem trabalha em alguma empresa de tecnologia ou computação, as palavras ‘’Cloud’’ ou “Nuvem” são sinônimos de tecnologia corporativa para armazenar dados, cortar gastos e e ganhar mais flexibilidade. Para todas as outras empresas de diferentes verticais econômicas, as mesmas palavras sinalizam uma parte importante no caminho da transformação digital que precisa entrar na lista de tecnologias obrigatórias. Especialmente se você está começando a empreender.

Vou citar, só para começar, três motivos pelos quais vale a pena você começar a migrar seus dados para a nuvem:

1- Não é necessário investir em máquinas que, além de caras, também ocupam espaço útil;

2- É possível acessar os dados de qualquer lugar;

3- A segurança é garantida pela empresa que você está contratando.

A nuvem está na mira de todas as empresas, das micro às grandes. Recentemente, lançamos uma região de Cloud em São Paulo, com cobrança local, para ajudar as empresas brasileiras nesta jornada da transformação digital.

São diversos serviços que podem ser oferecidos na nuvem, acredito que duas delas muito importantes para o negócio (e que nem sempre são levadas em consideração): fazer análise de dados de maneira eficiente e motivar o trabalho colaborativo em tempo real. De machine learning a máquinas virtuais e plataformas de desenvolvimento, a tecnologia tem conquistado adeptos, especialmente entre startups e PMEs, por ser uma grande aliada de novos mercados.

Mas como migrar, de fato, para a nuvem? Primeiramente, você tem de decidir qual é o tipo de nuvem que mais combina com a sua empresa. Se optar pela nuvem privada, será necessário dedicar uma área na empresa só para o serviço, já que a nuvem privada é um trabalho interno. É possível terceirizar essa supervisão, mas aí o corte de gastos fica comprometido. Na nuvem pública, o serviço sendo prestado por alguma outra fonte. Ou seja, a segurança, o espaço e o suporte estão garantidos, sem exigir esforço do lado de quem está contratando.

É a nuvem que tem ajudado pequenas e médias empresas no quesito lucro e expansão. Agora elas têm acesso à tecnologia que, há alguns anos, era restrita às empresas multinacionais. Com a versão pública de Cloud você não gasta com programas e com a instalação de uma estrutura de TI.

Outro ponto de destaque é a escalabilidade, ou seja, você pode escolher apenas os recursos que quer usar e não pagar por pacotes completos com produtos que não vai usar. Outro fator importante é a oportunidade de aumentar o armazenamento conforme a demanda, o que se mostra benéfico em datas sazonais.

Pense que você tem uma loja e que ela está conseguindo espaço no mercado. Vai ser necessário, cada vez mais, ter flexibilidade no armazenamento e processamento de dados, tudo para deixá-los organizados e prontos para serem usados a seu favor. Vamos desenhar um cenário mais atual: em época de Black Friday, por exemplo, lojas online têm que estar preparadas para o aumento do fluxo das vendas, se antecipando. Neste caso, a nuvem seria ideal, mas é preciso observar a latência, ou tempo de resposta, que  pode ser decisiva na hora do consumidor comprar online. Se o site tem um tempo de resposta lento, as chances do cliente desistir e visitar a loja do concorrente é maior.

* Izabelle Macedo é diretora de Marketing do Google Cloud para América Latina.