Ele resiste. 73% dos CIOs ainda preferem e-mail para conversas internas

Silvia Bassi
07 de agosto de 2017 - 16h54
Uma pesquisa da Robert Half descobriu que o e-mail continuará a reinar até 2020 e perderá terreno para mensagens instantâneas

Uma forma de comunicação quase anciã, já que foi inventado nos anos 60, o e-mail parece que não vai morrer nunca. Ou pelo menos deverá permanecer soberano nas corporações como ferramenta primária de comunicação interna até 2020. A descoberta é da empresa de recrutamento de profissionais de TI Robert Half Technology, que pesquisou as formas preferidas de comunicação dos CIOs. A pesquisa foi feita com 2,5 mil CIOs e 1 mil empregados em 25 áreas metropolitanas dos Estados Unidos.

A grande maioria dos CIOs ouvidos (73%) indicou o e-mail como forma preferencial de comunicação com as equipes. E 53% dos funcionários concordaram com a ideia. Para os dois grupos, com diferentes gradações, o candidado a substituir o e-mail na corporação são as mensagens instantâneas, segundo a pesquisa.

Atualmente, 45% dos funcionários usam e-mail na comunicação diária com colegas e 28% usam mensagens instantâneas. Segundo eles, a pressão por responder imediatamente é muito maior na mensagem instantânea (76%) do que no e-mail (24%), sendo que 90% deles disseram esperar que os colegas respondam imediatamente a uma mensagem instantânea. 

O e-mail pode ser o preferido por hora mas não é considerado o mais efetivo. Segundo a pesquisa, ao listar os canais mais efetivos de comunicação diária para iniciar projetos, por exemplo, só 41% dos CIOs indicaram o e-mail, seguido de encontros presenciais (22%), mensagem instantânea (13%), ligações telefônicas (9%), redes sociais internas (8%) e videoconferência (7%).

Já os funcionários colocaram o e-mail em segundo lugar (27%) e as reuniões presenciais (37%) em primeiro. Em terceiro lugar ficaram as mensagens instantâneas (19%), seguidas de ligações telefônicas (9%). Na hora de escolher o substituto do e-mail, os funcionários escolheram mensagens instantâneas em primeiro lugar (52%), seguidas de videoconferência (23%), redes sociais internas (11%), encontros pessoais (7%), ligações telefônicas (4%) e outros (3%).