Co-working WeWork torna-se a quinta startup mais valiosa do mundo

Silvia Bassi
13/07/2017 - 01h03
Empresa de co-working, que começou a operar no Brasil este ano, recebeu novo aporte de US$ 760 milhões e está avaliada em US$ 20 bilhões

O conceito de co-working está aquecido na mesma proporção que a febre do empreendedorismo. Esses espaços de trabalho coletivos que, por um valor muito menor que o de um aluguel de salas convencionais de escritório, permitem que startups, freelancers e pequenas empresas aluguem estações de trabalho e áreas para tocar seus negócios, atraem cada vez mais pessoas ao redor do mundo.

E fazem alguns potenciais bilionários, como é o caso dos empreendedores Adam Neumann e Miguel McKelvey, que fundaram a empresa de co-working WeWork Cos. em 2010, em Nova Iorque. No início da semana, a WeWork se transformou na quinta startup mais valiosa do mundo, com um valor de mercado estimado em US$ 20 bilhões.

A avaliação aconteceu por conta de uma nova rodada de captação de investimentos completada esta semana com um aporte de US$ 760 milhões. No início do ano, a empresa já tinha recebido um investimento de US$ 300 milhões, do fundo de investimentos Softbank. 

Com mais de US$ 1 bilhão captados em menos de seis meses, e um total de US$ 4,7 bilhões captados desde sua fundação, o valor da empresa decolou e ela entrou para o ranking dos unicórnios da consultoria CB Insights. No ranking, ela só perde para Uber, Didi Chuxing, Xiaomi e Airbnb, nessa ordem, empatando em quinto lugar com a Palantir, do empreendedor Peter Thiel, um dos fundadores do Paypal, que também está avaliada em US$ 20 bilhões.

Também no Brasil

No seu primeiro ano de vida a WeWork tinha 1 mil membros e estava em duas localizações em Nova Iorque. Menos de sete anos depois a empresa já possui 156 escritórios em 49 cidades de 15 países ao redor do mundo, que agregam mais de 120 mil membros, segundo reportagem da revista Forbes.

Em 2017 a WeWork chegou ao Brasil, abrindo um primeiro escritório em São Paulo, na Avenida Paulista, com 850 posições (todas ocupadas, segundo a companhia) e já programa abrir três novas unidades na cidade e estrear no Rio de Janeiro. Segundo Lucas Mendes, gerente geral da operação brasileira, a ideia é fechar o ano com 5 mil posições no país.

Além do Brasil, a WeWork também abriu escritórios em Pequim, Buenos Aires e Paris, e planeja também novos projetos este ano em Mumbai, Bogotá e Melbourne. 

Os espaços são sempre muito atraentes e luxuosos, oferecendo aos seus membros não só um lugar cool para trabalhar como também benefícios típicos do ambiente de startups: muito networking, gente criativa, café e cerveja à vontade. Por conta disso, a empresa não está mais atraindo apenas empreendedores em começo de vida, mas também grandes empresas como GM, Spotify, IBM, Microsoft, Outbrain e Salesforce, entre muitas que optam por locar espaços para equipes e projetos especiais.