Investimentos em TI se mantêm apesar da crise, segundo FGV

Da Redação
19/04/2017 - 18h08
As empresas que atuam no Brasil mantiveram os gastos e investimentos em TI em 2016/2017, ainda que em um nível bem inferior ao dos três últimos anos

Apesar das turbulências do cenário econômico brasileiro, com retração nas vendas, os gastos das empresas com tecnologia da informação se mantiveram estáveis em 2016/2017, ainda que em um nível bem inferior aos dos três anos últimos anos. De acordo com a 28ª Pesquisa Anual do Centro de Tecnologia de Informação Aplicada (GVcia) da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV/EAESP), os investimentos em TI permaneceram em 7,6% da receita das empresas nos últimos três anos.

 

Segundo o levantamento, o setor de serviços, considerando a medias e grandes empresas, foi o que apresentou o maior aumento dos gastos com TI (11%), bem acima da indústria (4,5%) e do segmento de comércio, que se manteve como o que menos gasta e investe em tecnologia da informação (3,5%).

 

Embora o índice investimento tenha se mantido inalterado, o custo anual por usuário (Capu) — que é o resultado dos gastos e investimentos em TI no ano dividido pelo número de usuários — continua crescendo e atingiu R$ 35 mil. O setor financeiro é o que tem o maior custo, de cerca de R$ 70 mil ao ano, seguido pelo segmento de serviços, cujo CAPU é de R$ 41,3 mil ao ano. O comércio, em decorrência de ser o que menos investe, é o que apresentou o menor custo, de cerca de R$ 22 mil ao ano.

Na verdade, a estagnação do crescimento foi puxada, em grande parte, pelo comércio, de acordo com o professor Fernando Meirelles, responsável pela pesquisa. De todo modo, a tendência é que haja um crescimento nos próximos anos, impulsionado pelas grandes redes supermercados que, segundo ele, estão muito atrasados em termos de digitalização dos processos.

 

Meirelles ressalta que não deixa de ser impressionante fato de os investimentos em TI terem se mantido estáveis em 2016/2017 (o estudo abrange até maio deste ano), considerando o cenário econômico adverso. “Mesmo diante desse quadro, os gastos e investimentos não diminuíram como porcentagem da receita”, finaliza.