Departamento do Trabalho nos EUA acusa Google de pagar menos a mulheres

IDG News Service
10/04/2017 - 07h50
Companhia discriminaria ainda mais do que toda a indústria de tecnologia. Google disse que declaração é infundada

O Departamento do Trabalho dos Estados Unidos alega que o Google tem discriminado suas funcionárias ao oferecer uma remuneração a um nível ainda pior do que toda a indústria de tecnologia.

De acordo com o The Guardian, na última sexta-feira (7), Janette Wipper diretora do Departamento do Trabalho Regional testemunhou em um tribunal em São Francisco que encontrou "disparidades na compensação contra as mulheres em praticamente toda a força de trabalho". Janet Herold, advogada regional do departamento, disse ao jornal britânico que a discriminação salarial contra as mulheres era extrema.

Wipper disse que o departamento encontrou disparidades salariais a partir de um registro datado de 2015.

O depoimento de Wipper foi parte de uma audiência sobre uma ação judicial que o Departamento do Trabalho levantou contra o Google para forçar a empresa a entregar informações sobre salários. O departamento está autorizado a realizar auditorias das práticas de emprego do Google, porque a empresa recebe contratos do governo e diz que a gigante de tecnologia não tem colaborado.

A agência pediu ao Gabinete de Juízes de Direito Administrativo, um tribunal especial que integra o Departamento de Trabalho, cancelar todos os contratos do governo para o Google e impedi-lo de obter contratos futuros se não atender ao pedido referente aos dados.
 
Em declaração por e-mail, o Google veementemente discordou com a afirmação do departamento.
 

"Todos os anos, fazemos uma análise abrangente e robusta da remuneração entre os gêneros e não encontramos nenhuma diferença salarial entre homens e mulheres", diz a declaração. "Além de fazer uma declaração infundada que ouvimos pela primeira vez em tribunal, o Departamento do Trabalho não forneceu quaisquer dados, ou compartilhou sua metodologia."

No momento em que arquivou a ação, o Departamento do Trabalho caracterizou o pedido de informações como rotina, mas o Google diz que a agência lançou uma rede muito ampla. (Em uma declaração no início deste ano, a empresa disse que forneceu "centenas de milhares de registros" para o departamento como parte da auditoria.)

No mês passado, Steven Berlin, o juiz de direito administrativo que supervisiona o caso, negou a moção de julgamento sumário, que teria imediatamente concluído o caso a favor do Google. Ele disse que o pedido do departamento para os dados era "excessivamente oneroso, dada a sua relevância extremamente limitada".

O testemunho divulgado na sexta-feira ocorreu três dias depois de o Google ter dito em um tuíte que "fechou globalmente a diferença salarial entre homens e mulheres". A empresa também publicou um guia para outras empresas fazerem o mesmo.