Microsoft pode pagar US$ 5 milhões em processo de discriminação de gênero

Da Redação
17/09/2015 - 11h13
Ex-técnica alega que companhia avalia desempenho de funcionárias baseado em critérios subjetivos e que política de promoção leva à discriminação de mulheres.

Uma ex-funcionária da Microsoft está processando a companhia, alegando que sua política de promoção e pagamento entre funcionários leva à discriminação contra mulheres. As informações são da agência de notícias Reuters. 

No caso, a ex-técnica da gigante de tecnologia, Katherine Moussouris, reinvidica que não recebeu promoções que foram dadas a homens menos qualificados e que seus supervisores teriam dito que não gostavam de seu “jeito ou estilo”.

Em entrevista à Reuters, Adam Klein, do escritório de advocacia Outten & Golden e que representa Katherine, disse que a companhia “sistematicamente subestima os esforços e conquistas de suas funcionárias”.

Segundo o processo, a Microsoft dá aos seus funcionários avaliações de desempenhos e constantemente dava às mulheres notas mais baixas baseadas em critérios subjetivos. 

Além disso, Katherine indica que recebeu um bônus baixo em retaliação por reportar assédio sexual dentro da empresa. 

Depois de sete anos na Microsoft, ela se demitiu no ano passado alegando que seus supervisores não conseguiram resolver o que ela chamava de discriminação de gênero persistente. 

De acordo com a Reuters, ainda não está claro em quanto foi avaliada a indenização pedida por Katherine, mas a ação indica que pode chegar aos US$ 5 milhões. 

Vale lembrar que não é a primeira vez que a gigante de Redmond, em Washington, é alvo de discriminação contra mulheres.

No ano passado, o próprio presidente da companhia foi criticado ao sugerir que mulheres em cargos de tecnologia não deveriam pedir por aumento e deveriam ter fé de que suas companhias as compensariam de forma justa. Depois, Satya Nadella pediu desculpas e garantiu que a companhia paga homens e mulheres de forma igual.