Apple e Intel aumentam contratações de mulheres e minorias em 2015

PC World / EUA
14 de agosto de 2015 - 12h14
Desde janeiro, metade das contratações da Apple nos EUA foram mulheres, negros, hispânicos e nativos americanos.

A Apple e a Intel estão fazendo progressos em seus esforços para contratar mais mulheres e minorias, de acordo com números publicados pelas empresas nesta semana.

Nos primeiros seis meses de 2015, mais de 43% das contratações da Intel nos EUA foram mulheres e minorias, um aumento em relação aos 32% registrados no segundo semestre de 2014, informou a empresa em seu relatório de diversidade.

Com isso, a Intel afirma ter superado o seu objetivo anual de 40% nas contratações de mulheres e minorias.

Enquanto isso, a Apple aumentou sua contratação de mulheres em 65% no mundo todo no último ano, chegando a 11 mil, informou a empresa em seu segundo relatório anual.

A Apple registrou crescimento principalmente nos EUA, onde quase metade das suas contratações em 2015 foram mulheres, negros, hispânicos e nativos americanos, aponta a empresa.

A ausência de mulheres e minorias no Vale do Silício tornou-se uma questão muito discutida recentemente numa indústria de TI dominada por homens.

Um processo de discriminação sexual da ex-CEO do Reddit, Ellen Pao, contra o seu ex-contratante trouxe atenção para como as mulheres são tratadas nesta região da Califórnia.

Ao longo do último ano, outras empresas, incluindo Google e Facebook, começaram a compartilhar números sobre as suas contratações de mulheres e minorias.

Longo caminho

No entanto, os números publicados por Apple e Intel mostram que a representatividade geral das minorias nas empresas ainda não mudou dramaticamente.

Entre 2014 e 2015, a Apple só aumentou o seu número de funcionárias mulheres de 30% para 31%.

 

“Estamos orgulhosos do progresso que fizemos, e nosso comprometimento com a diversidade é resoluto”, afirmou o CEO da Apple, Tim Cook. No entanto, o executivo reconheceu que ainda há um longo caminho pela frente: “Sabemos que ainda há muito mais trabalho para ser feito.”