Pesquisa do LinkedIn revela comportamento de brasileiros nas empresas

Da Redação
04/05/2015 - 19h31
De acordo com a pesquisa, querendo ou não a maioria se considera um colaborador obediente (57,1%), ou seja, faz o que se pede sem questionar a autoridade.

O LinkedIn divulgou uma pesquisa sobre como as pessoas estão remodelando a sua marca profissional, seja online ou no ambiente de trabalho. O estudo feito com 15 mil usuários de 19 países e traz várias curiosidades - e algumas contradições - sobre o comportamento dos brasileiros.

De acordo com o levantamento, o Brasil está entre os três primeiros países (40,9%) que mais adicionam colegas de trabalho em redes sociais não profissionais, mas é onde as pessoas mais se importam (28,8%) com o que os colegas irão pensar sobre o conteúdo que estão postando nessas redes. A cada cinco entrevistados brasileiros, dois possuem conexões profissionais em suas redes pessoais.

No ambiente de trabalho, algumas características definem os profissionais nacionais: 54,7% afirmam vestir-se mais formalmente quando sabem que terão reuniões importantes durante o dia e 57,1% consideram-se funcionários obedientes que tendem a cumprir ordens sem questioná-las.

Enquanto muitos escritórios têm implementado códigos de vestimenta mais liberais e casuais, os profissionais ainda se vestem para impressionar. No Brasil, 11% investem o mesmo tempo se arrumando para o trabalho como para sair à noite, e 48% das mulheres acreditam que são mais julgadas pelo que vestem no trabalho do que os homens. Os homens, porém, tendem a preferir um ambiente que dita o vestuário. Ainda segundo o levantamento, quase 30% dos brasileiros usam uniformes.

De acordo com a pesquisa, querendo ou não a maioria se considera um colaborador obediente (57,1%), ou seja, faz o que se pede sem questionar a autoridade. Porém isso varia de geração em geração.

A porcentagem de funcionários brasileiros que dizem mais “sim” do que “não” é maior entre os mais jovens (18-24 e 25-34 anos, com 63,10% e 63,30%, respectivamente). No entanto, 53% dos entrevistados afirmam que hoje dialogam mais com seus superiores do que no início da carreira, seja com opiniões, contribuindo com novas ideias, etc. Os mais questionadores são da Indonésia (76,2%).

A cada 10 usuários brasileiros, 7 disseram que, se fossem demitidos, iriam ser honestos sobre isso. A porcentagem de “honestidade” sobre a situação é maior no Pará (83,3%), Rondônia (83,3%) e Sergipe (81,8%). No entanto, induz-se que este comportamento está atrelado ao vínculo empregatício com carteira assinada.

No Brasil, a região Centro-Oeste (31,5%) é a que mais julga as pessoas pelo modo como elas falam (31,5%). Sergipe (18,2%) e Tocantins (33,3%) são os Estados onde mais se julga colegas pela religião. Em todo o país, 13,30% julgam os colegas de trabalho pelas amizades, mas a maioria (56,6%) diz não fazer julgamentos.

Dos entrevistados brasileiros, 31,3% disseram que não contratariam alguém que não tivesse perfil no LinkedIn e 27,1% acreditam ser importante atualizar o perfil constantemente. Além disso, mais de um quarto dos trabalhadores do país disse que é importante atualizar regularmente a sua imagem de perfil (27%).