5 recursos que podem fazer a Google TV matar a Apple TV

Barbara E. Hernandez, da PC World/EUA
13 de setembro - 09h10
Se a Apple desapontou quem esperava recursos úteis para empresas, o jeito é torcer para que a Google abra sua plataforma Google TV para mais inovações.

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Ainda na fase dos rumores, escrevi sobre como a Apple TV poderia ajudar sua empresa com ferramentas adicionais, como videoconferência e bibliotecas de vídeo online.

Aí vem Steve Jobs e lança, enfim, sua Apple TV, que pode fazer um pouco mais que uma Roku box. O jeito é esperar pela Google TV, que é realmente mais uma plataforma que uma “box”.

Para que não restem dúvidas do que queremos, eis algumas sugestões à Google para que possa conquistar mais usuários e consumidores empresariais. A receita – óbvia – é oferecer um pouco mais que o mínimo.

1::Videoconferência
A Apple jogou fora uma grande oportunidade ao não utilizar o iOS em sua Apple TV. Isso abriria o produto à tão desejável aplicação FaceTime. A Google, que já fornece chat por vídeo e o recém-lançado Google Voice no Gmail, poderia integrar facilmente os dois recursos à nova Google TV, criando videoconferência fácil e barata entre escritórios. A Skype já promete levar a videoconferência a empresas pequenas e médias; se a Google resolvesse agir, a vitória viria fácil.

2::Bibliotecas de vídeo online
Todos nós precisamos de algum lugar para guardar nossos velhos videotapes, DVDs e outras mídias desatualizadas. A Google também deveria dar às empresas o acesso ao armazenamento de dados online; dessa forma, as empresas poderiam digitalizá-los e mantê-los todos em um só lugar. Seria o fim dos riscos, das caixas e das etiquetas. O armazenamento online também poderia dar às empresas incentivo para criar curtos spots de vídeo informacional que poderiam ser exibidos a clientes ou mesmo em uma tela na recepção.

3::Android Market
Ainda não está claro qual sistema a Google TV usará. Até agora a Google diz que os apps Android estarão disponíveis para uso com a Google TV, a partir do ano que vem. Esta é a bomba que deve ter feito Steve Jobs tremer nas bases. É o sinal de uma integração entre os sistemas operacionais, o que significa que gerentes poderiam transmitir vídeos da empresa aos aparelhos e celulares Android de seus empregados. Tudo isso faria da Google TV uma oferta muito mais atraente para uma empresa e seu departamento de TI.

4::TV com Internet, uma obrigação
Apesar de Steve Jobs dizer que os consumidores “não querem um computador em suas TVs”, muitos podem entender seu comentário como uma autojustificativa. Com a crescente ênfase na digitalização de tudo quanto é conteúdo, qualquer coisa com uma tela precisa ter mais de um tipo de capacidade. Quem teria pensado, uma década atrás, que qualquer um poderia assistir a um filme de longa metragem em seu celular – ou mesmo que iria querer fazê-lo?

Os clientes empresariais, mais que consumidores, apreciam quando suas compras oferecem mais de uma vantagem, o que colabora para justificar seus gastos. E com tantas TVs com acesso à Internet surgindo por aí, não há razão para usar uma plataforma que tire o máximo de proveito disso.

5::Inovação
A Google, ao contrário da Apple, também busca inovar em sua nova plataforma. A Google já liberou um guia de informações para que candidatos a desenvolvedores criem mais aplicações especificamente para a Google TV. Muitos apps serão provavelmente inúteis ou puramente de entretenimento, mas certamente haverá algums programas úteis para consumidores empresariais num futuro próximo.

Tenho grandes esperanças na Google TV, mas por enquanto não há muita declaração oficial sobre o que o produto realmente fará, nem sobre seu compromisso com o mercado empresarial (embora a Google pareça investir nesse mercado mais com os Google Apps).

Sabemos que a Google TV será integrada a equipamentos eletrônicos, como televisores e set-top boxes, mas seu preço ainda é desconhecido. Espero que sejamos surpreendidos por uma TV com acesso à Internet e capaz de rodar aplicativos – e não com uma espécie de TiVo glorificado que não acrescentaria nada a ninguém.