IBM formula abordagem comunitária ao SOA com abertura de centros globais

China Martens, para o IDG Now!*
15/01/2007 - 12h19
Boston - Empresa oficializa dois primeiros centros de desenvolvimento de SOA, que chegará a 8 em 2007; Brasil, Índia, China e Japão estão na lista.

A IBM anunciará oficialmente nesta segunda-feira (14/01) os dois primeiros de uma série de oito centros ao redor do mundo desenvolvidos para construir expertise à abordagem no desenvolvimento de arquitetura orientada a serviços (do inglês, SOA).

A jogada para criar os chamados Centros de Liderança de SOA é uma resposta à demanda dos clientes, de acordo com Jason Weisser, vice-presidente e chief technology officer da tecnologia SOA na IBM.

Enquanto a IBM já estabeleceu centros na China e Índia focados no desenvolvimento de serviços online reusáveis para a indústria, o que usuários querem é ajuda na educação e treinamento em SOA.

O SOA é uma maneira para que organizações tanto desenvolvam e gerenciem seus sistemas de TI por tecnologias reusáveis, mas tentar explicar o conceito para funcionários dentro da companhia é dificultar o trabalho de departamentos de TI.

Os centros formarão times de SOA disponíveis para que um cliente ajuda a explicar os benefícios da adoção do SOA e criar soluções customizadas para cada organização, disse Weisser.

Assim como outras tecnologias, executivos estão tendo certeza que o SOA não é outro sistema milagroso que resolverá todos os males corporativos, disse Wiesser. Do ponto de visto corporativo, o SOA é como uma colher imaginária no filme de ficção "Matrix". 

"Não existe colher", afirma Waisser. O SOA é mais uma representação de um ponto de vista filosófico de fazer coisas para que a tecnologia não seja uma barreira na hora de fazer negócios.

Os centros também trabalharão de perto com universidade locais aconselhando grupos a criar e desenvolver cursos no desenvolvimento de SOA. A idéia é construir e manter um reservatório de experiências com SOA para que executivos que já utilizam a tecnologia trabalhem em novos projetos.

O primeiro centro a ser aberto é o Dubai Internet City, parque de informações construído junto ao governo, que pediu que a IBM abrisse a instalação, congregando atualmente ações com os governos dos Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita.

A operação virtual do centro já está funcionando e sua localização física será aberta oficialmente em março, com 26 empregados.

Entre março e abril outro centro será aberto na França, como resultado de parcerias entre IBM e diversas indústrias, principalmente a de telecomunicações.

No Brasil, a empresa também pretende abrir um centro de desenvolvimento em SOA, que já conta com o apoio do governo e parceiros da empresa nas indústrias bancárias e financeiras.

No Japão, as fabricantes de automóveis Nissan, Toyota e Honda se aproximaram da IBM para montar o centro que também é apoiado pelo governo japonês.

A IBM pretende também abrir quatro outros centros. Um será na Austrália, dois na China e o quarto será na Europa Central, provavelmente na Romênia ou República Tcheca, segundo a empresa, que ainda revelou que espera abrir todos até o final de junho.

Atualmente, a fabricante não tem planos de outros centros. "Plantaremos a semente e veremos como ela cresce", afirmou Wusser.

*China Martens é repórter do IDG News Service, em Boston