SOA: Europa vê como redução de custo, EUA como agilidade aos negócios

Redação da Computerworld
10/01/2007 - 10h45
São Paulo - Levantamento da BEA Systems aponta diferença nas visões regionais sobre benefícios da arquitetura orientada a serviços.

Como as empresas de diversas partes do mundo estão vendo a arquitetura orientada a serviços (SOA)? Essa foi uma das perguntas do questionário realizado pela GCR Custom Research e pela BEA com mais de 150 executivos responsável por tomar decisões dentro da companhia. A resposta varia muito conforme a região em que a pergunta é feita.

Na União Européia, a primeira imagem relacionada com SOA é redução de custos. Já nos Estados Unidos, a preocupação está em adotar a tecnologia como forma de garantir maior agilidade aos negócios.

Por outro lado, os gestores do EUA são mais exigentes. Eles esperam o dobro de redução de custo com a SOA do que seus pares da EMEA (Europa, Oriente Médio e África, da sigla em inglês). No mundo, 20% de todos os envolvidos buscam cortar gastos no primeiro ano após a adoção da nova arquitetura.

Por outro lado, 50% dos entrevistados afirmaram gastar mais de um milhão de dólares para estar em dia com a implantação do conceito. E o maior aliado do SOA nas empresas continua sendo o CIO. Mas os projetos tem sido cuidadosos. 46% dos entrevistados afirmam que planejam SOA para 1 a 50 serviços no período de um ano, contra apenas 6% deles que vão investir entre 201 a 500 serviços.

O maior problema para a adoção do projeto está na questão financeira. Cerca de 40% das iniciativas em SOA são paradas graças a problemas de justificação de investimentos. A migração para a nova arquitetura encontra entraves na falta de confiança num resultado relevante, segundo 54%, e um ROI que não é forte o suficiente, 42%.