Invasão ao WhatsApp pode envolver funcionários de operadoras

Da Redação
26 de setembro de 2018 - 17h00
Segundo reportagem do UOL Tecnologia, nesses casos o número da vítima é clonado para um novo SIM card, que fica em posse dos criminosos.

Um dos maiores temores dos mais de 100 milhões de usuários do WhatsApp no Brasil é ter a sua conta invadida por criminosos e golpistas. A forma mais comum para isso acontecer, no entanto, não é por uma falha de segurança na solução, mas com a participação de um funcionário infiltrado na operadora, conforme uma nova reportagem do UOL Tecnologia.

Segundo o site, que conversou com especialistas em segurança da Kaspersky Lab e TrendMicro, essa forma de clonagem citada acima precisa da ajuda de um profissional na companhia de telecom e acontece com foco em uma vítima específica, sempre de forma individual. Isso porque o processo exige que o funcionário em questão passe o número telefônico da vítima em questão para um outro chip e então realize a migração desta linha, de forma que os criminosos possam configurar o WhatsApp com esse SIM card, de acordo com o texto do UOL.

Em 2017, inclusive, aconteceu um caso desse tipo que teve grande repercussão no Rio Grande do Sul, conforme reportagem do G1. Neste caso em questão, os criminosos assumiam o controle do WhatsApp das vítimas com a ajuda de funcionários de operadoras. Feito isso, eles se passavam pelas donas originais das contas para pedir dinheiro a amigos e familiares pelo aplicativo de mensagens.

Outras formas de invasão ao WhatsApp destacadas pelos especialistas entrevistados na reportagem do UOL envolvem a posse do aparelho da vítima (em caso de furto, por exemplo), invasão com spywares e habilitação do WhatsApp Web em um outro computador (o que também exige a posse do celular da vítima). Os pesquisadores destacam ainda que não há atualmente nenhuma falha conhecida no app que permita a invasão de contas.