Ministério Público investiga startup que rastreia localização de usuários

Da Redação
14/09/2018 - 14h00
Em inquérito, órgão pede esclarecimentos para a companhia pernambucana In Loco, cujo sistema de geolocalização seria 30 vezes mais exato que o GPS.

O Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) iniciou nesta semana uma investigação sobre a startup brasileira In Loco, que possui um sistema de geolocalização. Para isso, a Comissão de Proteção de Dados Pessoais instaurou no último dia 11 de setembro um inquérito civil público com o objetivo de investigar a obtenção de dados pessoais pela companhia pernambucana, cuja tecnologia seria 30 vezes mais exato que o GPS. 

Em seu site, o MPDFT destaca que, conforme reportagem veiculada pela imprensa, a In Loco rastreia atualmente cerca de 60 milhões de celulares no país, ao seguir os passos dos usuários depois de eles interagirem com uma publicidade digital. 

“Os aparelhos geram, por mês, 250 bilhões de novos pontos de localização. A tecnologia, com precisão que varia de um a dois metros, contaria com uma rede de mais de 500 aplicativos parceiros”, destaca o órgão em comunicado sobre a investigação, em que aponta que entre os apps parceiros estão o Buscapé e a Turma da Galinha Pintadinha.

No total, o ofício do MPDFT reúne um total de 18 perguntas para a In Loco sobre o rastreamento de dados de usuários no país, incluindo o número de (e quais) apps que que enviam informações sobre usuários, a quantidade de smartphones rastreados e qual a periodicidade desse compartilhamento - a empresa tem até 10 dias úteis para responder aos questionamentos.

Atualização

Por meio de comunicado à redação do IDG Now! a assessoria de imprensa da In Loco informou que recebeu "a notícia, via imprensa, que o Ministério Público do Distrito Federal instaurou inquérito civil sobre a In Loco com o objetivo de entender como tratamos os dados de localização do usuário coletados por meio de tecnologia de smartphones". Segundo a nota, a "notícia que chega quatro dias antes do prazo concedido pelo próprio Ministério Público para responder a um ofício com 18 perguntas enviado por eles. E que será devidamente entregue com todas os esclarecimentos solicitados no prazo previsto".

"Reiteramos desde já que temos o compromisso integral com a absoluta legalidade de nossas operações e com a privacidade do usuário, que jamais acessamos dados de identificação pessoal e que nossa empresa e produtos são lícitos, idôneos e estão em acordo com a Legislação Brasileira e com o Marco Civil da Internet", completou a In Loco.

*Matéria atualizada às 17h10 de segunda-feira (17) para incluir o posicionamento da startup In Loco