Apple nega que iPhones escutem usuários sem autorização

Da Redação
08 de agosto de 2018 - 17h00
Afirmação da fabricante aconteceu após questionamentos de políticos dos EUA sobre possibilidade de smartphone coletar dados de áudio de conversas.

A Apple afirmou nesta semana nos Estados Unidos que o iPhone não escuta as conversas dos seus usuários sem consentimento e que também não permite que aplicativos de terceiros façam isso na sua plataforma móvel iOS. 

Conforme reportagem da Reuters, a afirmação da empresa aconteceu após congressistas do governo dos EUA questionarem uma possível invasão de privacidade dos consumidores por parte dos dispositivos móveis com sistemas da Apple e do Google. 

Em uma carta enviada ao CEO da Apple, Tim Cook – e também ao diretor do Google, Larry Page, os representantes Greg Walden, Marsha Blackburn, Gregg Harper e Robert Latta se disseram preocupados com relatos sobre uma possível coleta de dados de conversas pelos aparelhos sem que eles fossem “acionados” por comandos específicos, como “Hey Siri”, no iOS, e “Ok, Google”, no Android.

Resposta da Apple

Em resposta, aponta a agência de notícias, a Apple enviou uma carta para Walden, em que nega que o iPhone grave áudios enquanto recebe comandos de ativação da sua assistente Siri. 

No documento, que foi visto pela Reuters, a fabricante também aponta que os usuários precisam concordar de forma explícita com acesso ao microfone do iPhone e que os aplicativos iOS precisam sinalizar de forma clara aos usuários que estão realizando uma gravação de áudio.