Chinesas Alibaba e Tencent já dominam mercado mundial de pagamentos móveis

Da Redação
18/06/2018 - 14h16
Meios de pagamentos por smartphone foram responsáveis por movimentar US$ 15,4 trilhões em 2017 na China, um valor 40 vezes maior que o mercado nos EUA

A China tem despontado como o país que mais investe em meios de pagamentos móveis. Prova disso é que em 2017, um total de US$ 15,4 trilhões foram transacionados em plataformas de pagamento digitais, 40 vezes mais do que a quantidade processada nos Estados Unidos, reporta o Wall  Street Journal.

Nessa batalha para garantir as atuais transações financeiras da população chinesa, as gigantes Alibaba e Tencent concentram esforços - e dinheiro - para se manter na linha de frente. Com a primeira detendo 54% desses pagamentos e o WeChat Pay, da Tencent, com 39%.

Entretanto, deter a liderança do mercado tem custado a Ant Financial, um dos braços da Alibaba. Os descontos e outras promoções que a companhia oferta para manter usuários no Alipay resultaram em prejuízos para a chinesa. E, apesar desses esforços, o WeChat Pay conquista, a cada ano, clientes da base do Alipay, relata o WSJ. 

Vale lembrar que garantir o maior número de clientes rende a tais empresas um universo íntimo sobre dados de usuários e o comportamento de compra dos mesmos. Esse panorama é valioso, pois se desdobra para outros negócios. Munido de tais dados, tais empresas podem indicar produtos de parceiros e até mesmo oferecer empréstimos e investimentos. 

Enquanto isso, nos Estados Unidos, onde gigantes norte-americanas oferecem Apple e Google Pay, a adoção do pagamento móvel ainda não ganhou a tração que se espera. Isso porque muitas lojas e serviços não adotaram ainda a integração. Neste cenário, quem tem se destacado é o Starbucks, contabilizando cerca de 40% de todos os pagamentos móveis feitos no País. 

Na América Latina, a adoção ainda engatinha. Levantamento elaborado pela Americas Market Intelligence, em parceria com a Visa, aponta que o mercado de pagamentos móveis e sem contato na região representa menos de 1% das transações com cartões.