Motorista não estava com as mãos no volante em acidente fatal da Tesla

Da Redação
11 de junho de 2018 - 14h00
Relatório preliminar da NTSB aponta que vítima manteve suas mãos no volante por um total de 34 segundos, mas não nos últimos seis antes de ele acertar uma barreira de concreto

O Conselho Nacional de Segurança dos Transportes nos EUA (NTSB, na sigla em inglês) concluiu que o motorista de um veículo Model X da Tesla que estava no modo Autopilot quando sofreu um acidente fatal em março deste ano não estava com as mãos no volante seis segundos antes da colisão. O engenheiro da Apple, Walter Huang, de 38 anos, chegou a ser socorrido, mas morreu no hospital. As informações são da Reuters.

O acidente aconteceu no dia 23 de março, em Mountain View Califórnia. O relatório ainda é preliminar, mas segundo o NTSB o motorista teria recebido dois alertas visuais e um auditivo para colocar as mãos no volante durante a viagem. Tais avisos teriam acontecido mais de 15 minutos antes do acidente. O órgão diz que a vítima manteve suas mãos no volante por um total de 34 segundos, mas não nos últimos seis antes de ele acertar uma barreira de concreto. Nos três segundo anteriores ao acidente, o veículo ainda teria acelerado de 99 km/h para 114 km/h.

Segundo a Reuters, a Tesla se recusou a comentar o relatório, mas na ocasião do acidente a fabricante disse que o motorista não havia freado ou agido para evitar a batida nos segundos finais antes da batida.

Apesar do nome Autopilot, o sistema da Tesla não é propriamente uma garantia de direção 100% autônoma. Ele pode frear e acelerar por conta própria e permite que motoristas deixem de dirigir durante períodos prolongados. Mesmo assim, a Tesla exige que os mesmos mantenham "o tempo todo" as mãos no volante.

A Tesla já havia registrado outro acidente fatal envolvendo um de seus veículos, um Model S. O ex-militar americano Joshua Brown morreu na Flórida no dia 7 de maio de 2016, quando o Model S que dirigia se colidiu com um caminhão baú na intersecção de uma rodovia. Na ocasião, concluiu-se que o sistema Autopilot não teve culpa no acidente. Brown teria ignorado uma série de alertas de segurança do veículo, não tendo assumido a direção do mesmo.