Uber revela protótipo de táxi aéreo e firma acordo com a NASA

Da Redação
09/05/2018 - 10h26
Empresa trabalha com o prazo de dois anos para iniciar serviço do Uber Air; Parceria com NASA visa assegurar que nova modalidade não perturbará o tráfego aéreo

Reprodução

A Uber revelou nessa terça-feira (8), durante o seu evento anual Elevate Summit, o seu primeiro protótipo de táxi aéreo. E reforçou o prazo de iniciar um serviço de frota do veículo em 2020. 

A companhia de transporte individual também aproveitou para anunciar nova parceria com a NASA para o mesmo projeto. Parte do pacto compartilhará dados relacionados da Uber com a agência espacial norte-americana. O objetivo é explorar conceitos e tecnologias necessárias para o transporte de passageiros e de carga aérea dentro de uma área urbana.

Em comunicado, a empresa explicou que usando de seus dados, a NASA recorrerá ao seu centro de pesquisa no aeroporto de Dallas-Fort Worth (DFW) para simular um pequeno avião de passageiros enquanto voa pelo espaço aéreo DFW durante o pico de tráfego aéreo programado. Com isso, poderá analisar se essas operações provocariam advertências de colisão de tráfego.

Vale lembrar que não é a primeira vez que a Uber e NASA se aproximam. Em novembro, a companhia informou que trabalhava com a NASA para desenvolver um software também dedicado ao iminente serviço. Tal sistema será eventualmente usado para gerenciar rotas do táxi voador.
 
Uber no horizonte
 
Em entrevista a CBS News, o CEO do Uber, Dara Khosrowshahi, explicou que o serviço de Uber aéreo mostra a visão da empresa para o futuro do transporte. Por meio dele, passageiros poderão solicitar um veículo, de forma semelhante a como pedem por um carro hoje em dia. Só que ao pedir por um Uber Air, o passageiro deverá se direcionar para uma espécie de heliponto. 
 
"Acreditamos que as cidades serão mais verticais em termos de transporte e queremos tornar isso uma realidade", disse Dara Khosrowshahi.
 
O Uber Air terá espaço para quatro pessoas. Equipado com quatro motores que dão impulso vertical, ele conseguirá pousar e descolar na vertical, o que dispensaria a necessidade de uma pista.