Do Cupcake ao Oreo: relembre todas as versões já lançadas do Android

Computerworld / EUA
13/04/2018 - 19h05
Neste especial, exploramos a história da plataforma móvel do Google, que chegou ao mercado no já longínquo ano de 2008.

Desde a sua primeira versão até os dias atuais, o Android passou por transformações visuais, conceituais e de funcionalidades – por vezes e mais vezes. A popular plataforma móvel do Google pode ter começado de forma simples, mas evoluiu significativamente com o passar do tempo. 

Confira abaixo o nosso especial com um tour rápido pelos principais destaques de todas as versões do Android já lançadas desde 2008 até hoje. 

Android 1.0 e 1.1: primeiros dias

O Android realizou a sua estreia no mercado em 2008 com o Android 1.0 – um lançamento tão antigo que nem tinha um codinome fofo. As coisas eram bastante básicas na época, mas o software trazia um pacote básico de apps do Google como Gmail, Maps, Calendar e YouTube, todos já integrados ao sistema – um contraste e tanto em relação ao modelo mais facilmente atualizável de apps separados que a gigante adota atualmente. 

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Android 1.5: Cupcake

Com o lançamento do Android 1.5 Cupcake, no início de 2009, nascia também a tradição do Google de dar nomes de doces para as diferentes versões da plataforma. Além de um nome bonitinho, o Cupcake trouxe muitas melhorias na interface do Android, incluindo o primeiro teclado na tela – algo que seria cada vez mais necessário à medida que os celulares se afastavam dos antes onipresentes teclados físicos.

O update também trouxe o framework para os widgets de apps de terceiros, que rapidamente se tornou um dos elementos mais distintivos do Android, e forneceu a primeira opção da plataforma para gravação de vídeos. 

Android 1.6: Donut

Lançado no final de 2009, o Android 1.6 Donut preencheu algumas lacunas importantes, incluindo a habilidade do sistema operar em uma variedade de resoluções e tamanhos de telas – um fator que seria crítico para o software nos anos seguintes. 

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Android 2.0 e 2.1: Eclair

Mantendo o ritmo de lançamentos extremamente rápido nos primeiros anos do Android, a versão 2.0 (Eclair) chegou apenas seis semanas após o Android Donut – a versão 2.1 chegou alguns meses depois de 2.0. O Eclair foi o primeiro Android a alcançar um público maior por conta da versão original do celular Motorola Droid e pela forte campanha de marketing da operadora Verizon nos EUA.

A principal novidade do update foi a adição da navegação detalhada por voz e das informações de trânsito em tempo real – algo que não existia até então no mercado de smartphones. Deixando a navegação de lado, o Eclair trouxe ainda live wallpapers e a primeira função de voz para texto da plataforma.

Além disso, o Eclair causou muito barulho ao adicionar a função “pinch to zoom” (que consiste em aproximar e afastar dois dedos para dar zoom na tela), antes exclusiva do iOS – uma iniciativa que costuma ser apontada como a faísca inicial da guerra entre Apple e Google no segmento mobile.

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Android 2.2: Froyo

Apenas quatro meses após o Android 2.1, o Google disponibilizou o Android 2.2 Froyo, que era focado principalmente em melhorias de desempenho sob o capô.

Mas o Froyo também trouxe alguns recursos de destaque importantes, incluindo a adição do dock na parte inferior da tela (algo já padrão atualmente), assim como a primeira encarnação das Voice Actions, que permitiam realizar funções básicas como receber direções e fazer anotações ao tocar em um ícone e então falar um comando em voz alta.

Notavelmente, o Android 2.2 também trouxe suporte para Flash ao navegador web do Android – uma opção que foi significativa por conta do uso maciço do Flash na época e também pela posição de destaque da Apple contra o uso da tecnologia nos seus aparelhos móveis. A Apple eventualmente venceria essa batalha, e o Flash acabou tornando-se muito menos presente. Mas naquela época, quando o Flash estava em todo lugar, poder acessar a web de forma completa e sem “buracos negros” era uma vantagem e tanto que só o Android podia oferecer.

Android 2.3: Gingerbread

A primeira identidade visual de verdade do Android começou a ser formada com o lançamento do Gingerbread em 2010. O verde claro já era a cor do mascote robô do Android há muito tempo, e com o Gingerbread, ela tornou-se uma parte integral da aparência do sistema. O preto e o verde se infiltraram por toda a interface de usuário (UI) à medida que o Android diminui o ritmo de atualizações em direção a um design característico. 

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Android 3.0 até 3.2: Honeycomb

A chegada do Honeycomb em 2011 foi um período estranho para o Android. O Android 3.0 desembarcou no mercado como um lançamento apenas para tablets para acompanhar o Motorola Xoom, e permaneceu uma entidade fechada e exclusiva nos updates subsequentes 3.1 e 3.2. 

Sob a direção do então novo diretor de design Matias Duarte, o Honeycomb introduziu uma UI totalmente reimaginada para o Android. Ela trazia um design “holográfico”, em um estilo mais espacial, que trocava o verde característico da plataforma pela cor azul, e uma ênfase maior em aproveitar ao máximo o espaço de tela do tablet.

Apesar de o conceito de uma interface específica para tablets não ter durado muito tempo, muitas das ideias do Honeycomb estabeleceram a base para o Android como o conhecemos hoje em dia. Essa versão do software foi a primeira a usar botões na tela para os principais comandos de navegação do sistema; e introduziu o conceito de uma interface de usuário no estilo de cartões com a sua abordagem para a lista de Apps Recentes.

Android version 4.0: Ice Cream Sandwich

Com o Honeycomb funcionando como uma ponte entre o antigo e o novo, o Ice Cream Sandwich – também lançado em 2011 – serviu como a entrada oficial da plataforma na era do design moderno. O lançamento refinou os conceitos visuais introduzidos com o Honeycomb e reuniu tablets e smartphones sob uma visão unificada de UI.

O Ice Cream Sandwich abandonou boa parte do visual “holográfico” do Honeycomb, mas manteve o uso do azul como uma presença de destaque no sistema todo. E continuou com elementos importantes do software, como botões na tela e um visual no estilo de cartões para a troca de aplicativos. 

O Android 4.0 também transformou o movimento de swipe (deslizar o dedo na tela) em um método mais integral para se movimentar pela plataforma, com uma habilidade que então parecia revolucionária de deslizar o dedo para fechar notificações e apps recentes. 

O ICS também iniciou o processo lento de trazer um framework de design padronizado – conhecido como “Holo” – por todo o sistema e também pelo ecossistema de aplicativos Android.

Android 4.1 até 4.3: Jelly Bean

Espalhado ao longo de três versões de impacto do Android, os lançamentos Jelly Bean em 2012 e 2013 pegaram a base ainda fresca do Ice Cream Sandwich e deram passos significativos para refiná-la e construir novidades a partir disso. Os updates trouxeram muita estabilidade ao sistema e conseguiram avançar bem na tarefa de tornar o Android mais convidativo para o usuário padrão. 

Deixando o visual de lado, o Jelly Bean trouxe praticamente a primeira versão do Google Now, nos deu notificações interativas e expansíveis, um sistema de busca por voz ampliado e um sistema mais avançado para exibir os resultados de busca no geral, com foco nos resultados baseados em cartões que tentavam responder as perguntas de forma direta. 

O suporte para usuários múltiplos também entrou em cena, ainda que apenas nos tablets neste primeiro momento, e uma versão inicial do painel Quick Settings fez a sua estreia na plataforma.  

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Android 4.4: KitKat

A chegada do KitKat no fim de 2013 marcou o fim da era mais escura do Android, uma vez que o preto do Gingerbread e o azul do Honeycomb finalmente saíram de cena. Fundos mais claros e pontos mais neutros tomaram os seus lugares, com uma barra de status transparente e ícones brancos dando um visual mais moderno ao OS.

O Android 4.4 também viu a primeira versão do recurso “Ok, Google” – mas no KitKat, o comando de ativação por voz funcionava apenas quando a sua tela já estava ligada e você estivesse na tela inicial ou dentro do app do Google. 

Android 5.0 e 5.1: Lollipop

O Google essencialmente reinventou o Android – mais uma vez – com o Android 5.0, que chegou ao mercado no fim de 2014. O Lollipop foi lançado com o padrão Material Design (presente até hoje), que trouxe um visual totalmente novo que se estendeu por todo o sistema, seus apps e até mesmo outros produtos do Google. 

O conceito baseado em cartões, que tinha sido dispersado pela plataforma, tornou-se um padrão de UI – e que funcionaria como uma diretriz de aparência para tudo, desde as notificações até a lista de Apps Recentes.

O update também trouxe alguns novos recursos, incluindo controle por voz realmente sem as mãos por meio do comando “Ok, Google”, suporte para usuários múltiplos nos smartphones e um modo de prioridade para um melhor gerenciamento das notificações. O sistema mudou tanto que também acabou trazendo alguns bugs no pacote, muitos dos quais só foram corrigidos com a chegada do Android 5.1 no ano seguinte.

Android 6.0: Marshmallow

No quadro maior das coisas, o Marshmallow, de 2015, foi um lançamento menor do Android – que parecia mais um update de nível 0.1 do que algo que merecesse uma mudança completa de número. 

Mas o sistema iniciou a tendência do Google lançar uma versão principal do Android por ano e essa versão sempre receber o seu número completo. 

Entre as principais novidades trazidas pelo update, destaque para permissões mais granulares nos apps, suporte para leitores de impressão digital e suporte para o padrão USB-C. 

Android 7.0 e 7.1: Nougat

A chegada do Nougat em 2016 forneceu um modo nativo de tela dividida para o Android, um novo sistema empacotado com app para organizar as notificações e um recurso de economia de dados (Data Saver). 

No entanto, o principal destaque do Nougat foi o lançamento do Google Assistente, que aconteceu juntamente com o anúncio do primeiro smartphone totalmente feito pelo Google, o Pixel. O Assistente acabaria se transformando em um componente crítico do Android e de outros produtos do Google, sendo provavelmente o principal esforço da companhia no momento.

Android 8.0: Oreo

E isso nos traz até 2017, quando foi lançada a versão atual do Android (8.0 Oreo). Com uma presença ainda muito tímida para além dos smartphones da própria Google, o Oreo traz uma variedade de sutilezas ao sistema, incluindo um modo nativo picture-in-picture, uma opção para colocar notificações em “soneca” e canais de notificação que oferecem um bom controle sobre como os aplicativos podem te alertar. 

O Android 8.0 também inclui alguns elementos que merecem destaque por ir além no objetivo do Google de alinhar o Android e o Chrome OS e melhorar a experiência de usar apps Android nos Chromebooks – algo que provavelmente será alvo de cada vez mais atenção por parte da gigante de buscas nos próximos meses e anos 

Android 9.0: 'P'

Ainda não sabemos como a versão 2018 do Android será chamada, mas as expectativas em torno da atualização não param de crescer. O Google deve apresentar mais detalhes sobre a nova plataforma durante a sua conferência de desenvolvedores I/O, que acontece em maio nos EUA.

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