CEO da Waymo diz que carro autônomo da companhia evitaria acidente como da Uber

Da Redação
26/03/2018 - 11h43
John Krafcik defendeu que tecnologia que equipa frota da Alphabet é 'robusta' para lidar com 'situações como aquela'

O CEO da Waymo, divisão de carros sem motorista da Alphabet (que detém o Google), afirmou neste final de semana que o software de direção autônoma de sua companhia conseguiria ter evitado o atropelamento envolvendo um carro autônomo da Uber que resultou na morte de uma mulher no dia 18 de março, em Tempe, Arizona.

"Nós temos bastante confiança de que a nossa tecnologia seria robusta e conseguiria lidar com situações como aquela", disse John Krafcik em discurso para concessionárias no último sábado. As informações são do jornal Los Angeles Times

No ano passado, a Waymo deu início a um teste piloto em Phoenix, Arizona, para transportar passageiros em um veículo autônomo e sem um motorista atrás do volante. Entretanto, vale ressaltar que funcionários da companhia ainda estão presentes no carro. Mas ao invés de se sentarem no banco do motorista, prontos para acionar os freios caso algum imprevisto aconteça, eles se sentam no banco de trás e estão preparados para apertar uma espécie de botão de emergência para parar o veículo caso algo dê errado.

O Google tem desenvolvido a tecnologia que equipa seus carros há oito anos. E ao atingir o chamado nível 4 de autonomia, saiu à frente do restante da indústria, incluindo a Uber. No entanto, seus veículos não estão imunes a incidentes, tendo se envolvido em colisões no passado. Na maioria dos casos, a empresa afirmou que outro veículo foi culpado. 

Uber suspendeu testes 

Desde o acidente fatal, a Uber suspendeu os testes com toda sua frota de veículos autônomos nos Estados Unidos, não tendo informado ainda quando pretende retomá-los. 

Na última semana, a polícia do Arizona divulgou as primeiras imagens do atropelamento. Nelas, é possível ver a vítima atravessando a rua ao lado de uma bicicleta e a reação da operadora humana do veículo. Câmeras que equipam o carro registraram os vídeos.

A investigação do acidente ainda continua e a polícia local  agora colabora com a investigação da NTSB (National Transportation Safety Board), órgão de transporte dos EUA, e da NHTSA (National Highway Traffic Safety Administration), órgão de segurança no trânsito dos EUA.

Para alguns especialistas, os sensores que equipam o carro deveriam ter conseguido detectar a pedestre, tendo em vista que alguns sistemas de laser e radar conseguem enxergar no escuro melhor que humanos.