Operadoras recebem 128 mil pedidos de bloqueio de celulares em janeiro

Da Redação
08/02/2018 - 19h00
Ao todo, 9,388 milhões de celulares estão registrados no Cadastro de Estações Móveis Impedidas (CEMI), por roubo, furto e extravio, segundo o SindiTelebrasil

Durante o mês de janeiro, as prestadoras de telefonia móvel receberam 128 mil novos pedidos de bloqueio do acesso de aparelhos celulares às redes dessas empresas. Ao todo, 9,388 milhões de IMEIs (código de identificação) de aparelhos celulares estão registrados no Cadastro de Estações Móveis Impedidas (CEMI), banco de dados das prestadoras de telefonia móvel. O número de solicitações feitas no mês passado segue a média do período, estando ligeiramente abaixo do verificado em janeiro de 2017, que foi de 131 mil pedidos, segundo o SindiTelebrasil.

Funcionando desde ano 2000, o CEMI cadastra o IMEI do celular, bloqueando o acesso desses aparelhos às redes das prestadoras móveis. Assim, o celular não fará mais ligações e não permitirá nenhuma comunicação utilizando o pacote de dados móveis dessas redes do Brasil e de mais 57 prestadoras em 19 países com os quais as prestadoras brasileiras possuem acordo de integração.

Ao impedir o acesso desses celulares às redes, as operadoras não fazem nenhum tipo de intervenção no aparelho, e sim registram o IMEI, impedindo a comunicação de voz e de pacotes de dados contratados junto às prestadoras móveis. O aparelho continua funcionando com aplicativos que se conectam a outras redes, como WiFi, sobre as quais as operadoras não têm ingerência.

Para fazer a solicitação à prestadora, o cliente deve entrar em contato com a sua operadora, informando dados pessoais que permitam sua identificação, como RG, CPF, endereço, etc. Se o cliente souber, também deve informar o IMEI, que é como se fosse o número do chassi do carro. Para descobrir o IMEI, basta digitar no teclado do aparelho *#06# e aparecerá um número na tela do celular. Para saber se um aparelho está registrado no CEMI, as prestadoras mantêm ainda um site na internet para consulta, https://www.consultaaparelhoimpedido.com.br .

O setor defende que sejam adotadas medidas para o combate ao mercado irregular de aparelhos celulares, dentre elas, o reforço da segurança dos aparelhos, no processo de fabricação, para evitar que sejam adulterados ou tenham o seu código de identificação (IMEI) modificado ou clonado. Essa é uma falha que só pode ser corrigida na origem, na fabricação dos equipamentos, implantando mecanismos de segurança, que impeçam a adulteração.

Anote o IMEI
Vai para os bloquinhos nesse Carnaval? Anote o IMEI do celular para poder fornecer o número às autoridades ao fazer o boletim de ocorrência de roubo.

Em um fim de semana comum, São Paulo tem uma média de 382 casos de furtos de smartphones. Já nos fins de semana de Carnaval, esse número sobe para 1.424, 263% a mais que qualquer outro sábado e domingo. 

O smartphone vem se tornando a nossa principal fonte de informações e pode conter diversas informações pessoais sobre o seu dono, como número de telefones de seus familiares, fotos, histórico de suas conversas online, e é a principal fonte de comunicação, seja para uso pessoal ou até mesmo uso profissional.

Por isso, além de anotar o IMEI, utilize uma senha forte e travar a tela do seu aparelho. Apesar de ser um pouco incômodo ter de inserir uma senha toda vez que você for utilizar o celular, essa medida de segurança é extremamente importante para garantir que caso você perca seu celular ou ele seja roubado, suas informações pessoais não sejam acessadas por terceiros.

E ative os recursos para localização dos aparelhos.