Apple diz que ofereceu ajuda ao FBI para acessar iPhone de atirador do Texas

Da Redação
09 de novembro de 2017 - 20h31
Confirmação aconteceu após autoridades sugerirem que a empresa não teria ajudado no caso.

A Apple afirmou nesta semana que ofereceu ajuda ao FBI para conseguir acessar o iPhone de Devin P. Kelly, o atirador que matou 26 pessoas em um ataque a uma igreja do Texas no final de semana. 

A revelação da companhia aconteceu após o FBI culpar o padrão de criptografia das empresas de tecnologia pelo fato de as autoridades não terem conseguido acessar o aparelho do atirador – o órgão não citou a Apple especificamente. “As autoridades cada vez mais não conseguem acessar esses aparelhos. Posso assegurar a vocês que estamos trabalhando duro para acessar esse smartphone”, afirmou o agente especial Christopher Combs durante uma coletiva nesta semana.

Antes da Apple se pronunciar, uma reportagem da Reuters revelou que o FBI não tinha pedido ajuda para a empresa de Cupertino durante as primeiras 48 horas, quando poderiam ter usado uma impressão digital do atirador para destravar o seu iPhone – desde que tivesse o leitor Touch ID, é claro.

Em comunicado enviado ao BuzzFeed News, a Apple diz que entrou em contato com o FBI para oferecer ajuda no caso do iPhone do atirador.  

Isso não quer dizer, no entanto, que a empresa está disposta a “desbloquear” o smartphone burlando a segurança e quebrando a criptografia do mesmo, mas sim que poderia oferecer outras formas de ajuda, incluindo ter informado as autoridades sobre o prazo de 48 horas para o uso de impressão digital ou ajudando com mandados legais para acessar o iCloud de Kelley.

Vale lembrar que a Apple e o FBI se envolveram em uma disputa pública por conta de um caso parecido em 2016, quando a empresa de Cupertino se recusou a quebrar a criptografia do iPhone 5C do atirador de um ataque acontecido no final de 2015 em San Bernardin, nos EUA, alegando que isso poderia colocar em risco a segurança de todos os seus usuários.