Pagamentos on-line superam offline no iFood pela primeira vez

Luiz Mazetto
10/10/2017 - 18h13
Em setembro, pagamentos on-line responderam por quase um terço dos pedidos no serviço de delivery. Em 2018, empresa vai testar pagamento via débito pelo app.

Após um crescimento de cerca de 600% entre 2015 e 2017, os pagamentos on-line superaram pela primeira vez as transações off-line no iFood em setembro, de acordo com dados divulgados pela empresa brasileira ao IDG Now.

No mês passado, os pagamentos on-line responderam por 29,4% dos pedidos realizados no país pelo aplicativo de delivery de comida, enquanto que os pagamentos em dinheiro ficaram em segundo, com 26,5%. Em terceiro, logo atrás, ficam os pagamentos via cartão de débito na 'maquininha', com 24%.

SP e RJ lideram

De acordo com o head de tesouraria do iFood, Thomas Barth, São Paulo e Rio de Janeiro são as cidades campeãs em pagamentos on-line no Brasil, seguidas por Brasília e Fortaleza. Para estimular ainda mais a modalidade, a empresa realizou algumas campanhas de descontos para os pedidos pagos pelo aplicativo em setembro.

Caminho sem volta

“Uma vez que o usuário migra para o pagamento on-line, ele não volta para o offline”, afirma Barth, que aponta também que o consumidor gasta mais (13%) e compra mais (frequência 13% maior) quando utiliza o pagamento on-line no aplicativo. 

Mudança gradual

Para a analista de conteúdo da companhia, Natalia Alves, essa mudança do off-line para o on-line aconteceu de forma gradual com o consumidor até chegar com mais força no app. 

“O brasileiro foi se acostumando a realizar transações on-line com objetos como livros e eletrônicos, ganhando confiança com esse método. Com isso passou a virar um comportamento mais comum”, explica Natalia, que aponta o controle do tempo como um dos maiores atrativos para o fortalecimento do pagamento on-line. “Muita gente acaba nem descendo para retirar o pedido, já que não precisa pagar. Apenas pede para o porteiro enviar pelo elevador.”

Investimentos

Mas essa mudança nos hábitos do consumidor não veio sozinha. Isso porque o iFood também investiu alto em tecnologia nos últimos dois anos para melhorar a segurança e a experiência da sua plataforma, que utiliza Inteligência Artificial para ajudar a realizar as validações das transações e evitar possíveis fraudes.

Caso aconteça um problema com o pagamento, a empresa garante para que o estabelecimento não sofra com isso. “Em caso de fraude, por exemplo, o iFood assume o prejuízo, em vez de repassá-lo ao restaurante”, aponta o executivo. 

E os investimentos em TI não pararam por aí. Com cerca de 120 colaboradores na área de tecnologia atualmente, a empresa planeja aumentar significativamente essa quadro. Isso porque possui cerca de 100 vagas abertas na área.

ifoodsede_625.jpg

Escritório do iFood na cidade de São Paulo (divulgação)

Débito pelo app

Em 2018, a liderança dos pagamentos on-line deve ser mantida e ampliada. Isso porque o iFood planeja iniciar no próximo ano um projeto piloto para a realização de pagamento com cartão de débito por meio do próprio aplicativo.