GM adquire startup que desenvolve sensores para carros sem motorista

Da Redação
10/10/2017 - 19h13
Startup Strobe se especializou na fabricação de sensores LiDAR, que atuam como os "olhos" dos carros autônomos

A General Motors vem buscando garantir um espaço cativo no cada vez mais concorrido universo de carros autônomos. Depois de adquirir no ano passado a startup Cruise Automation para endossar sua nova divisão Autonomous Vehicle Development, a gigante que fabrica as marcas Chevrolet, Buick e Cadillacs anunciou nesta semana seus planos de adquirir outra startup da indústria, a Strobe.

A Strobe se especializou na fabricação de sensores LiDAR (sigla em inglês para Light Detection And Ranging) que, em resumo, atuam como os "olhos" desses veículos. 

Segundo o próprio CEO da Cruise, Kyle Vogt, a Strobe conseguiu, com sucesso, reduzir o aparato de sensores LiDAR em único chip. Algo que ajudará a reduzir os custos de produção em quase 100%. 

Em post publicado no Medium, Vogt diz que a tecnologia da Strobe ajudará a montadora a acelerar a produção e a implementação de carros sem motorista. Ele explica que os sensores da startup fornecem dados de distância e de velocidade que podem ser checados com outros sensores, como radares para fins de redundância. 

"Quando usados juntos, câmeras, LiDARs e RADARs conseguem complementar um e o outro para criar uma suite de sensores tolerantes a faltas que operam em uma ampla condições de ambiente e luz", escreveu o executivo.

Atualmente, a Cruise está operando um serviço de táxi autônomo em São Francisco, Califórnia, que fica limitado, por enquanto, aos seus próprios funcionários. 

Sensores LiDAR são peça chave quando se discute um futuro da mobilidade que independe de motoristas humanos. Outras grandes montadoras têm apertado o passo para também garantir tecnologia que habilite a "visão" dos carros autônomos. A Ford, junto da chinesa Baidu, investiu US$ 150 milhões na Velodyne no ano passado. A empresa é conhecida por ser uma das maiores fabricantes de sensores LiDAR. A Waymo, unidade de veículos da Alphabet, também utilizava sensores da Velodyne até migrar para utilizar um de fabricação própria.