Com Brasil em alta, MediaTek cresce e supera rival Qualcomm na AL

Luiz Mazetto
18/08/2017 - 15h05
Presente em aparelhos da Samsung, LG e Moto, fabricante de chips já possui fatia de 40,8% na região e de 30,2% em nosso país no segmento de smartphones.

A fabricante asiática de processadores MediaTek superou a rival Qualcomm para assumir a liderança em smartphones na América Latina no primeiro semestre de 2017, segundo dados da IDC revelados pela companhia asiática.

Para conseguir o primeiro lugar deste ranking na AL, a MediaTek alcançou uma participação de 40,8% neste segmento no semestre, impulsionada por um crescimento de 32% na região durante o período.

Brasil em alta

Em alta, o Brasil foi um dos principais responsáveis por esse avanço da fabricante na América Latina, já que a empresa teve um crescimento de 75% no semestre em nosso país, onde possui agora uma participação de 30,2% do mercado.

Aposta certeira

Como destacado pelo diretor corporativo de vendas de MediaTek nos EUA e América Latina, Russ Mestechkin, esse crescimento tem a ver com a aposta certeira da empresa nos aparelhos intermediários (mid-range), como o Galaxy J2 Prime, da Samsung, um dos smartphones mais vendidos no Brasil nos últimos dois anos anos.

“Uma coisa importante de lembrar é que o número 1 não pode chegar a nenhum lugar mais alto, então é preciso tomar cuidado para não virar o número 2”, explica o executivo, que lembra ainda que os chips da fabricante estão presentes em aparelhos de diferentes fabricantes, incluindo gigantes como Motorola e LG e empresas um pouco menores, como Alcatel e Quantum (foto abaixo).

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Mudança de percepção

Além de manter os bons números e a primeira posição na AL, Russ destacou que outro objetivo é mudar a percepção que muita gente possui sobre a MediaTek como sendo uma empresa de chips baratos. “Nós estamos presentes em muitos e muitos smartphones, incluindo também aparelhos mais simples, de entrada. E nossos chips não são mais baratos, mas o nosso processo permite que as fabricantes economizem, por isso acaba saindo mais barato”, aponta Russ.