Crise: Golpe no WhatsApp engana usuários com anúncio falso de emprego

Da Redação
04/08/2017 - 18h09
Cibercriminosos se aproveitam do desemprego em alta no Brasil para enganar vítimas com ofertas falsas de vagas na Nestlé e C&A.

Os cibercriminosos estão se aproveitando do desemprego em massa que atinge o Brasil ao utilizar anúncios falsos de vagas para enganar os usuários por meio de campanhas maliciosos no WhatsApp. 

Segundo a PSafe, quase 700 mil pessoas já foram afetadas por um novo ataque pelo qual os criminosos compartilham mensagens falsas no WhatsApp com falsas ofertas de empregos na Nestlé e na C&A, com salários que chegariam a 1.922 reais.

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Mensagem falsa compartilhada por criminosos no WhatsApp

Até o momento, os estados de São Paulo e Rio de Janeiro foram os que tiveram os maiores números de usuários de smartphones afetados pela campanha maliciosa, 112 mil e 76 mi, respectivamente. A Bahia completa o top 3, com 36 mil donos de aparelhos vítimas do golpe.

A diretoria de comunicação da C&A enviou um comunicado oficial esclarecendo "que todas as divulgações de suas vagas existentes são feitas pelo site da empresa na seção Trabalhe Conosco, além de utilizar o Linkedin e o Vagas.com como fontes de dados nos processos seletivos. Importante ressaltar que as divulgações fora desses canais oficiais da empresa não foram feitas pela C&A, por isso é preciso que o candidato tenha cuidado. A C&A tem reforçado, sempre que possível em suas redes sociais, as informações de como funcionam seus processos de seleção de candidatos para ajudar a evitar situações como essa.".

As mensagens falsas enviadas pelos criminosos pedem que o usuário preencha um cadastro para poder se candidatar a uma das supostas vagas de emprego. Para isso, a vítima teria de informar alguns dados básicos, como nome e telefone, além de compartilhar a mensagem com contatos do aplicativo. 

Com isso feito, os criminosos então tentam roubar dinheiro das vítimas de diferentes formas, incluindo cadastro em serviços de SMS pago e o download de apps falsos, que podem deixar os smartphones infectados e/ou vulneráveis.

 “Os cibercriminosos têm procurado, cada vez mais, desenvolver golpes que atendam às necessidades de uma grande parcela da população e ainda utilizam, de forma fraudulenta, o nome de marcas reconhecidas para trazer credibilidade”, explica o Gerente de Segurança da PSafe, Emílio Simoni, que destaca a necessidade dos usuários criarem o hábito de verificar a veracidade das informações antes de compartilhá-las com os contatos.