Uber demite mais de 20 em investigação sobre casos de assédio sexual

Da Redação
07 de junho de 2017 - 16h26
Empresa também encaminhou 31 funcionários para treinamento e aconselhamento, além de ter enviado advertências por escrito para outras sete pessoas.

O Uber demitiu recentemente mais de 20 funcionários durante uma investigação sobre os casos de assédio sexual na empresa, segundo uma reportagem da Bloomberg.

De acordo com o site de notícias, as informações sobre os números foram reveladas nesta terça-feira, 6/6, durante uma reunião realizada na sede do Uber com o escritório de advocacia terceirizado Perkins Coie, responsável pela investigação sobre os casos de assédio no Uber após as denúncias feitas em fevereiro pela ex-funcionária da companhia Susan Fowler.

De acordo com os números revelados pelo escritório Perkins Coie, a investigação descobriu mais de 200 relatos de comportamentos impróprios, como assédio, bullying, retaliação e discriminação. No entanto, mais ou menos metade desses casos foram descartados sem que nenhuma ação tenha sido tomada.

Além disso, 31 funcionários estão passando por treinamento ou aconselhamento como parte da investigação, enquanto que sete dos investigados receberam advertências por escrito. A Bloomberg destaca também que 57 casos ainda estão sendo investigados pelo escritório. 

Apesar de o Uber não ter comentado esses dados, o The Verge disse que confirmou o número de demissões publicado pela Bloomberg junto a uma fonte que esteve presente na reunião em questão.

Vale notar que o Uber também contratou o ex-procurador geral dos EUA, Eric Holder, e sua colega Tammy Albarran para que façam uma investigação mais ampla sobre a cultura do seu ambiente de trabalho, incluindo como evitar novos casos de assédio e preconceito no futuro. Os resultados deste relatório ainda não foram revelados.